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Amputação de Syme, Pirogoff e Boyd

Amputações na altura do tornozelo que preservam a almofada do calcanhar: diferenças, cuidados e prótese.

Ilustração de uma senhora com prótese de Syme caminhando no calçadão da praia

Resposta curta: A amputação de Syme retira o pé na altura do tornozelo e preserva a almofada do calcanhar, que cobre a ponta da perna. O coto pode receber peso na ponta. As variações Pirogoff e Boyd mantêm parte do calcâneo unida à tíbia, com o mesmo objetivo de apoio.

Onde é feita

A almofada do calcanhar é o coxim de pele e gordura grossa que fica embaixo do calcâneo. Ela é feita para aguentar peso o dia inteiro. Os três níveis desta página usam essa almofada para cobrir a ponta do coto.

As Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada, do Ministério da Saúde, listam separadamente a desarticulação do tornozelo e a amputação de Syme entre os níveis do membro inferior.

Por que é indicada

A revisão de 2019 cita problemas do meio do pé que não têm como ser reparados: osteomielite crônica, trauma, isquemia, infecção, pé diabético e gangrena. O MedlinePlus acrescenta tumores, queimaduras e feridas que não cicatrizam entre as causas de amputação de pé.

Em crianças, o estudo de 2020 lembra que a Syme é feita por várias indicações. A idade média na amputação, entre os participantes, foi de 3,7 anos.

Como fica o coto

A grande vantagem é o apoio na ponta. Como a almofada do calcanhar cobre o fim do coto, é possível ficar em pé e dar alguns passos sem prótese, por exemplo para ir ao banheiro de madrugada, exemplo citado na revisão de 2019.

Cada técnica tem seus cuidados. A revisão de 2019 aponta que a Syme tem mais problemas de migração da almofada do calcanhar, de pele e de diferença de comprimento entre as pernas. A Pirogoff dá uma superfície de apoio completa com menor diferença de comprimento, e a revisão encontrou 82,1% de sobrevida do coto e 69% de resultado funcional bom ou muito bom.

A diferença de comprimento tem dois lados. O estudo de 2020 mostra que ela ajuda a andar sem prótese, mas pode limitar o espaço para os componentes da prótese. No mesmo estudo, a capacidade de andar sem prótese foi menor acima dos 11 anos e dependeu do tipo de piso.

O que esperar, fase a fase

  1. Cirurgia e internação: o tempo depende da saúde geral e de complicações. Você aprende a se transferir e a usar cadeira de rodas, andador ou muletas.
  2. Cicatrização e união óssea: o MedlinePlus orienta não colocar peso sobre a ferida por pelo menos 2 semanas, ou mais. Na Pirogoff e na Boyd, o osso também precisa consolidar, e é o cirurgião quem libera o apoio.
  3. Controle do inchaço e posição: faixa ou meia compressiva com compressão maior na ponta. Sentado, as diretrizes do Ministério da Saúde pedem um apoio para o coto que mantenha o joelho esticado.
  4. Preparo do coto: fortalecimento da perna, movimento do joelho e dessensibilização da cicatriz com a ferida fechada.
  5. Prótese provisória: quando a ferida fecha e a região não dói ao toque, o protesista faz o molde. Na revisão de 2019, o uso de prótese para andar começou, em média, 12,7 semanas depois da cirurgia. É uma referência de estudo, e cada pessoa tem o seu tempo.
  6. Treino: barras paralelas, andador ou muletas, depois rampa, escada e terreno irregular, como descrevem as diretrizes.
  7. Prótese definitiva: feita sobre o coto estável, com revisões periódicas.

Prótese para esse nível

A prótese para esses níveis tem um encaixe que envolve a parte de baixo da perna e um pé protético. O estudo de 2020 lembra que o comprimento do coto pode limitar a escolha dos componentes modernos, porque sobra pouco espaço até o chão. O protesista mede isso na avaliação.

Veja o guia da prótese de pé e, para comparar com o nível logo acima, o da prótese transtibial. Os pés estão no catálogo, em pés protéticos. A escolha sai da avaliação.

Reabilitação e dia a dia

Em casa, a almofada do calcanhar pede cuidado diário: lavar, secar e olhar a pele com espelho. O MedlinePlus orienta procurar o cirurgião se houver vermelhidão, calor, secreção, febre, pele escurecendo ou mau cheiro.

A fisioterapia trabalha força, equilíbrio e marcha, e ensina a calçar e tirar a prótese e a subir e descer escada. A terapia ocupacional ajuda a organizar a rotina de casa e do trabalho. As diretrizes do Ministério da Saúde pedem também atenção ao outro pé.

O MedlinePlus descreve tristeza, raiva e sensação fantasma como reações esperadas. A equipe de reabilitação cuida disso também.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Syme e Pirogoff?

Na Syme, o pé sai na altura do tornozelo e só a almofada do calcanhar fica, cobrindo a ponta do coto. Na Pirogoff, parte do calcâneo fica e é unida à tíbia, o que dá menos diferença de comprimento.

E a Boyd?

É uma modificação da Pirogoff, descrita em 1939, que também une o calcâneo à tíbia. O cirurgião escolhe a técnica conforme o seu pé.

Consigo andar sem prótese?

Em pequenas distâncias, muitas pessoas conseguem, porque o coto aceita peso na ponta. Para o dia a dia, a prótese continua sendo o caminho.

Por que a perna amputada fica mais curta?

Porque o pé e parte do tornozelo saem. Na Pirogoff essa diferença costuma ser menor, e a prótese compensa o comprimento.

Criança pode ter amputação de Syme?

Pode. O estudo de 2020 foi feito com pessoas amputadas na infância, e a prótese precisa acompanhar o crescimento. Veja o guia da prótese infantil.

Quanto custa a prótese de Syme?

Depende dos componentes. O valor exato sai depois da avaliação, e a página de direitos mostra os caminhos de cobertura.

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Fontes

Conteúdo informativo, não substitui a orientação do médico e da equipe de reabilitação. Atualizado em 28/09/2026.

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