Prótese de pé: tipos, preço e como é o processo
Do pé SACH ao pé com microprocessador, o que muda em cada modelo e como a Conforpés chega ao seu.

Resposta curta: A prótese de pé substitui o pé ou a parte do pé que foi amputada e devolve apoio, equilíbrio e marcha. Ela serve tanto para amputações parciais (dedos, Lisfranc, Chopart, Syme) quanto como pé de uma prótese de perna. Na Conforpés, a prótese para amputação parcial de pé parte de R$ 10.000 com financiamento.
O que é
A prótese de pé é o componente que faz o papel do pé no chão. Ela pode ser uma peça sob medida para quem perdeu só uma parte do pé, ou o pé de uma prótese transtibial ou transfemoral. Cada uma é escolhida pelo nível da amputação, pelo peso, pela idade e pelo que você quer voltar a fazer.
Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), 245.811 brasileiros passaram por amputação de membros inferiores entre 2012 e 2021. Só em 2021 foram 28.906 procedimentos.
Para quem é indicada
É indicada para quem perdeu o pé ou parte dele por complicação do diabetes, problema vascular, trauma, infecção ou tumor ósseo. Segundo a OMS, 70% das amputações de membros inferiores vêm do diabetes. Se você tem diabetes, examine os pés todo dia, mantenha a glicemia controlada e use calçado adequado.

Existem cerca de 12 tipos de amputação de pé. As mais frequentes são a desarticulação dos dedos, a transmetatarsiana, a de Lisfranc, a de Chopart, a de Syme e a de Pirogoff.
Os níveis de amputação parcial
- Dedos: parece pouco, mas muda a biomecânica da marcha. Veja o guia de prótese de dedo do pé.
- Transmetatarsiana: preserva calcanhar e retropé. O pé fica mais curto, mas com área para receber carga.
- Lisfranc: entre os metatarsos e os ossos cuboide e cuneiforme. Preserva um pouco mais de músculo que a Chopart.
- Chopart: ficam o calcanhar e um terço do peito do pé. É improvável se sustentar sem prótese.
- Syme: na altura do tornozelo, preservando parte do calcanhar, que ajuda a apoiar o peso.
- Pirogoff: também no tornozelo, mas o calcanhar é retirado. A reabilitação é mais trabalhosa.
Na amputação parcial, o membro mantém o comprimento e o pé residual continua sensível ao apoio. Muita gente fica em pé e anda curtas distâncias sem a prótese, e gasta menos energia para andar do que em níveis mais altos.
Tipos
| Tipo | Para quem | Faixa de referência |
|---|---|---|
| Prótese de silicone (sapatilha) | Amputação de dedos e transmetatarsiana; atividades de baixo impacto | R$ 1.500 a R$ 5.000 nos modelos básicos; R$ 10.000 ou mais nas versões personalizadas e funcionais |
| Prótese modular semirrígida | Amputação parcial em pessoa mais ativa: caminhada rápida, escada, rampa | Prótese para amputação parcial de pé a partir de R$ 10.000 |
| Palmilha ortopédica especial | Amputação de dedos isolados | Valor definido na avaliação |
| Pé SACH (tornozelo rígido) | Baixa mobilidade, dentro de casa e curtas distâncias, início da reabilitação | Custo mais acessível; valor definido na avaliação |
| Pé articulado (uniaxial ou multiaxial) | Mobilidade limitada a moderada (K1 e K2), piso com pequenas irregularidades | Valor definido na avaliação |
| Pé dinâmico de fibra de carbono | Usuário ativo (K3 e K4), longas distâncias e atividade física | Mais caro que os básicos; valor definido na avaliação |
| Pé com microprocessador (biônico) | Mobilidade moderada a alta, ou alto risco de queda | Pode passar de cem mil reais |
O pé SACH tem calcanhar macio que amortece o passo, sem partes móveis. É estável e durável, mas não se adapta bem a terreno irregular. O pé articulado tem junta no tornozelo: o uniaxial funciona como dobradiça e o multiaxial se move também para os lados, acompanhando desníveis.

O pé de carbono funciona como mola: acumula energia na pisada e devolve no impulso. Estudos indicam redução de cerca de 20% no esforço para andar em comparação com modelos tradicionais. O pé com microprocessador tem sensores que leem a inclinação do terreno e ajustam o tornozelo; ao descer uma rampa, ele aumenta a resistência. O Proprio Foot, da Össur, é um exemplo. Ele pesa mais, por causa da bateria, e pede recarga e manutenção especializada.
Como é o processo na Conforpés

- Avaliação gratuita: o protesista examina o nível da amputação, o coto, o peso, a rotina e o que você quer voltar a fazer.
- Prescrição: a equipe define o tipo de prótese e os componentes adequados ao seu perfil.
- Encaixe provisório: é feito um encaixe de teste para a prova e os primeiros ajustes.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional: você aprende a marcha com a prótese, o equilíbrio e o uso no dia a dia.
- Encaixe definitivo: depois do período de adaptação, o encaixe definitivo é feito em fibra de carbono, com os componentes escolhidos.
- Acompanhamento: ajustes, manutenção e revisões pelo tempo que você precisar.
Quanto tempo leva
Depende do nível da amputação, da cicatrização e do tipo de prótese. Na maioria dos casos, a entrega fica entre 30 e 90 dias, e o encaixe definitivo costuma vir depois de cerca de 3 meses de adaptação. O ritmo da reabilitação é de cada corpo, por isso não existe prazo fechado.
Depois de pronta, a prótese pede revisão com o protesista a cada 6 meses. A capa cosmética de espuma costuma durar de 1 a 2 anos. A vida útil típica de um pé protético é de 3 a 5 anos, conforme o uso e os cuidados.
Quanto custa e como pagar
Os valores de referência na Conforpés:
- Amputação parcial de pé: a partir de R$ 10.000.
- Amputação transtibial (abaixo do joelho): a partir de R$ 10.000. Veja o guia de prótese transtibial.
- Amputação transfemoral (acima do joelho): a partir de R$ 20.000. Veja o guia de prótese transfemoral.
Dá para financiar em até 60 parcelas pelo Crédito Acessibilidade (Banco do Brasil) ou pelo Crédito PCD (Caixa). Também há desconto à vista e pagamento direto, com entrada e saldo parcelado. O valor exato sai depois da avaliação, quando o protesista sabe quais componentes você vai usar.
E pelo SUS
O SUS oferece prótese sob medida de graça, segundo o Ministério da Saúde. O caminho começa na UBS, com RG, CPF, comprovante de residência e cartão do SUS. Com indicação médica, você é encaminhado a um Centro Especializado em Reabilitação (CER), e a prótese é feita numa das 45 oficinas ortopédicas do país. O tempo de espera varia conforme a demanda da região.
Perguntas frequentes
A avaliação tem custo?
Não. A avaliação inicial na Conforpés é gratuita.
Quanto tempo demora para receber a prótese de pé?
Geralmente entre 30 e 90 dias, conforme o tipo de amputação. A cicatrização e a adaptação de cada pessoa podem mudar esse prazo.
Qual a diferença entre um pé básico e um biônico?
O pé básico é mecânico e dá o apoio essencial. O biônico tem microprocessador que ajusta o tornozelo ao terreno, o que ajuda em rampas e desníveis.
E se eu não me adaptar à prótese?
A equipe acompanha você de perto e faz os ajustes no encaixe e no alinhamento. A fase de encaixe provisório existe justamente para isso.
Vocês atendem quem mora fora de São Paulo?
Sim, pacientes de todo o Brasil e de outros países. Em Sorocaba há parceria com hotéis e motorista para o translado de aeroportos e rodoviárias até a clínica.
Quais marcas de componentes vocês usam?
A Conforpés trabalha com componentes da Ottobock, da Össur e da Metiz, dos modelos básicos aos com microprocessador.
Agende sua avaliação
A Conforpés faz próteses sob medida desde 1968, com mais de 30 mil pacientes atendidos. Parte da equipe também usa prótese no dia a dia.
Atendemos em Sorocaba, na Av. Moreira César, 405, Centro, e em São Paulo, na R. Vasconcelos Drumond, 104, Ipiranga. Agende sua avaliação gratuita e saia sabendo qual pé faz sentido para você.
Comece pela avaliação.
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