Prótese transtibial (abaixo do joelho)
Como é feita a prótese para amputação abaixo do joelho, quanto custa, como pagar e quanto tempo leva a adaptação.

Resposta curta: A prótese transtibial substitui a perna abaixo do joelho e é feita sob medida a partir do molde do seu coto. Ela serve para quem teve amputação abaixo do joelho e manteve a articulação do joelho. Na Conforpés, parte de R$ 10.000, e o modelo com componentes avançados parte de R$ 20.000.
O que é
A prótese transtibial é o tipo de prótese de perna usado quando a amputação acontece abaixo do joelho. Ela se conecta ao coto e devolve a capacidade de ficar de pé, andar, trabalhar e dirigir.
Como o joelho natural fica preservado, essa é uma das amputações com melhor reabilitação. O joelho ajuda no equilíbrio e deixa a marcha mais eficiente.
Vídeo: Conforpés e Metiz - Pé 1h17yB: prótese de alta performance para amputados que buscam impacto
Para quem é indicada
Para pessoas com amputação abaixo do joelho. As causas mais comuns são complicações do diabetes, trauma (trânsito, violência, acidente de trabalho), problemas vasculares, tumores ósseos, infecções graves e má-formação congênita, como a hemimelia fibular.
O diabetes responde por mais de 28 amputações de membros inferiores por dia no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Cerca de 70% das amputações no país vêm dessas complicações, principalmente do pé diabético.
As partes da prótese
- Encaixe: onde o coto se apoia. É feito sob medida a partir do molde, em fibra de carbono ou resina, para distribuir o peso sem machucar a pele.
- Estrutura: tubos e adaptadores de alumínio, titânio, aço ou material composto que fazem o papel da canela e regulam a altura da prótese para igualar à outra perna.
- Pé protético: dá equilíbrio, apoio e absorção de impacto. Vai do modelo básico, para o dia a dia, ao pé de alto desempenho, que devolve a energia do passo.
- Liner: revestimento de silicone ou gel entre a pele e o encaixe, que reduz o atrito e evita feridas.
- Suspensão: joelheira de neoprene, pino travante no liner (pin-lock) ou vácuo, para a prótese ficar firme na perna.
Vídeo: Pro-Flex Terra: o pé protético que redefine liberdade e conforto
Tipos
| Tipo | Para quem | Faixa de referência |
|---|---|---|
| Funcional básica (uso diário) | Quem quer andar, subir degraus, dirigir e trabalhar com segurança | A partir de R$ 10.000 |
| Com componentes avançados | Quem caminha mais e precisa de pé e suspensão de maior desempenho | A partir de R$ 20.000 |
| Esportiva | Corrida, ciclismo, basquete adaptado, natação | Definida na avaliação |
| Tecnológica (pé ou tornozelo motorizado) | Usuários com alto nível de atividade | Definida na avaliação |
A prótese funcional é a mais comum e vai do modelo mecânico simples ao modelo com amortecedores. A esportiva costuma ter lâmina de carbono em forma de "J" no lugar do pé. Por isso quem pratica esporte geralmente tem uma prótese para o dia a dia e outra para o treino.
A tecnológica usa sensores e microprocessadores que ajustam a rigidez e o ângulo do tornozelo conforme o terreno, por exemplo numa ladeira. Você gasta menos energia e tropeça menos, mas o custo é mais alto.
Como é o processo na Conforpés
Vídeo: Prótese Transtibial: Como É Feita? | Processo Completo | Conforpés | Tecnologia e Conforto
- Avaliação gratuita: a equipe mede o coto, avalia a mobilidade do joelho, a pele e sua saúde geral, e define metas com você, como voltar a caminhar no trabalho ou no parque.
- Prescrição: escolha do pé, do liner, da suspensão, dos tubos e dos adaptadores pelo seu peso, sua atividade e sua rotina.
- Molde e encaixe provisório: o molde do coto é feito em gesso ou por escaneamento 3D, e o encaixe de teste é provado e ajustado.
- Prova da prótese: você caminha e o fisioterapeuta e o protesista observam a marcha, ajustando ângulos, alinhamento do pé e altura.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional: antes da prótese, dessensibilização do coto, enfaixamento, fortalecimento e equilíbrio. Depois dela, marcha nas barras paralelas, com andador ou bengala, até andar sozinho, e treino de escada e rampa.
- Encaixe definitivo: feito quando o coto estabiliza.
- Acompanhamento: revisões com o protesista a cada 6 meses ou 1 ano, com aperto de parafusos e ajustes.
Leia mais sobre a fisioterapia para pessoas amputadas.
Vídeo: Dona Irene, 80 anos, volta a andar após amputação na Conforpés
Quanto tempo leva
Varia de pessoa para pessoa. Se a cicatrização e o coto estiverem bem, a protetização pode começar em poucas semanas. Há casos de pacientes jovens com prótese provisória cerca de 1 mês depois da amputação.
Com treino intensivo, muita gente com amputação transtibial anda com apoio mínimo entre 2 dias e 1 semana. As primeiras semanas têm ajustes e desconfortos leves. O uso pleno leva, em média, de 6 meses a 1 ano.
Da avaliação ao recebimento da prótese, a referência costuma ser de 30 a 90 dias, conforme a complexidade do caso. Não é promessa de prazo.
Quanto custa e como pagar
A prótese transtibial básica parte de R$ 10.000, e a com componentes avançados, de R$ 20.000. O valor final depende do encaixe e dos materiais (fibra de carbono, alumínio, titânio), do pé (básico, dinâmico ou esportivo), do liner, da suspensão e do seu nível de atividade. O valor exato sai depois da avaliação.
- Financiamento em até 60 parcelas pelo Crédito Acessibilidade (Banco do Brasil) e pelo Crédito PCD (Caixa).
- À vista, com desconto.
- Pagamento direto: entrada mais parcelamento.
Cuidados com o coto e a prótese
- Lave o coto todo dia com água morna e sabão neutro e seque com toalha macia.
- Examine a pele todo dia em busca de vermelhidão, bolhas, feridas ou pontos de pressão. Se aparecer algo, fale com a equipe.
- Hidrate com o creme indicado pelo médico ou fisioterapeuta, com massagem suave.
- Lave o liner todo dia com sabão neutro e limpe o encaixe regularmente.
Perguntas frequentes
A avaliação tem custo?
Não. A avaliação inicial na Conforpés é gratuita.
Posso tomar banho com a prótese?
Não é recomendado, a não ser que a prótese seja própria para água. A prótese convencional deve ser tirada para o banho.
E se eu não me adaptar?
A equipe acompanha de perto e ajusta o encaixe e o alinhamento até a prótese ficar confortável. A adaptação faz parte do processo.
Posso praticar esporte com prótese transtibial?
Sim, com a prótese adequada e treino. Corrida, ciclismo e natação estão entre as atividades possíveis.
Quanto tempo dura uma prótese transtibial?
Com os cuidados certos, de 2 a 5 anos ou mais, conforme o uso e a manutenção.
Moro longe. Como faço?
A unidade de Sorocaba oferece motorista para buscar no aeroporto ou na rodoviária e parceria com hotéis durante a confecção e a adaptação.
A Conforpés faz próteses sob medida desde 1968, em Sorocaba (Av. Moreira César, 405, Centro) e em São Paulo (R. Vasconcelos Drumond, 104, Ipiranga). Se a amputação foi acima do joelho, veja o guia da prótese transfemural. Agende a avaliação gratuita.
Comece pela avaliação.
Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.



