Prótese de perna: tipos, preços e como é o processo
O que muda em cada nível de amputação, quanto custa, como pagar e o que acontece da avaliação ao primeiro passo.

Resposta curta: A prótese de perna substitui parte ou todo o membro inferior amputado e é feita sob medida para o coto de cada pessoa. Ela serve para amputações de pé, abaixo do joelho, acima do joelho e níveis mais altos. Na Conforpés, as referências partem de R$ 10.000 para próteses parciais de pé, R$ 12.000 para a transtibial e R$ 20.000 para a transfemoral.
O que é
A prótese de perna é um conjunto de peças montado sob medida: encaixe, sistema de suspensão, joelho (quando a amputação é acima dele), pé e revestimento. O encaixe é a peça mais importante, porque é onde o coto se apoia. Um encaixe mal feito deixa a prótese sem uso, mesmo com os melhores componentes.
Os materiais mais usados são fibra de carbono, titânio, alumínio e silicone. Os mecanismos vão do mecânico simples ao hidráulico e ao microprocessado, que ajusta a resistência sozinho enquanto você anda.
Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, mais de 282 mil amputações de membros inferiores foram feitas no SUS entre 2012 e 2023.
Para quem é indicada
Para pessoas com amputação total ou parcial da perna, por diabetes, acidente de trânsito, doença vascular, trauma, câncer ou má-formação congênita. O diabetes responde por mais da metade dos casos no Brasil, segundo a Agência Brasil.
Antes da prótese, a equipe avalia o coto (cicatrização completa e volume estável), a saúde geral, a força muscular, o equilíbrio e o que você espera fazer com a prótese. É isso que define quando começar e quais componentes usar.
Tipos
O tipo de prótese depende da altura da amputação. Cada nível tem um guia próprio.
| Tipo | Para quem | Faixa de referência |
|---|---|---|
| Parcial de pé (dedos, antepé, Chopart, Lisfranc) | Amputação de parte do pé | A partir de R$ 10.000 |
| Transtibial básica | Amputação abaixo do joelho | A partir de R$ 12.000 |
| Transtibial avançada (pé microprocessado, vácuo, silicone personalizado) | Abaixo do joelho, uso mais exigente | De R$ 25.000 a R$ 90.000 |
| Transfemoral básica (joelho mecânico ou hidráulico) | Amputação acima do joelho | A partir de R$ 20.000 |
| Transfemoral avançada (joelho microprocessado) | Acima do joelho, alta atividade | De R$ 100.000 a R$ 200.000 ou mais |
| Estética de silicone, básica | Amputação parcial de pé | A partir de R$ 10.000 |
| Estética de silicone, premium | Amputação parcial de pé, com veias, unhas e textura | De R$ 15.000 a R$ 30.000 |
Níveis mais altos têm guias à parte: desarticulação do joelho, desarticulação do quadril e hemipelvectomia.
Abaixo e acima do joelho: a diferença na prática
Na transtibial, o joelho natural continua lá. Por isso a adaptação costuma ser mais rápida, o equilíbrio é melhor e você gasta menos energia para andar.
Na transfemoral, a prótese também substitui o joelho. O treino é mais longo, o alinhamento pede mais precisão e o quadril trabalha mais.
Estética ou funcional
A prótese estética, em silicone, reproduz tom de pele, unhas e veias e aguenta atividades de baixo impacto. A funcional prioriza marcha e resistência, com pés dinâmicos e joelhos hidráulicos. Dá para juntar as duas: estrutura funcional com revestimento em silicone ou espuma.
Os componentes
- Encaixe: moldado em gesso sob medida, com áreas de apoio e de alívio, em fibra de carbono ou termoplástico.
- Suspensão: por vácuo, por pino no liner ou por cinta.
- Joelho: mecânico, hidráulico ou pneumático, ou microprocessado, como o C-Leg (Ottobock) e o Rheo Knee (Össur).
- Pé: SACH, que é básico e rígido; de fibra de carbono, que devolve energia a cada passo; de lâmina bipartida, para terreno irregular; ou microprocessado, como o Proprio Foot (Össur).
- Revestimento: espuma moldada, silicone personalizado ou capas 3D.
A Conforpés trabalha com Ottobock, Össur, Metiz e Bionest.
Como é o processo na Conforpés
- Avaliação gratuita: exame do coto, da força, do equilíbrio e da amplitude de movimento, e uma conversa sobre sua rotina, seu trabalho e seus objetivos.
- Prescrição: a equipe indica encaixe, suspensão, joelho e pé para o seu caso e explica custos e financiamento.
- Molde e encaixe provisório: o molde do coto é feito em gesso ou por escaneamento 3D. O encaixe de teste é transparente, para enxergar os pontos de pressão.
- Prova e montagem: você experimenta, o protesista ajusta e monta os componentes com alinhamento. Dá para fazer test drive de um joelho ou de um pé antes de decidir.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional: fortalecimento, equilíbrio, marcha nas barras paralelas, depois com apoio e depois sem apoio, e treino em escada, rampa e terreno irregular.
- Encaixe definitivo: feito quando o volume do coto estabiliza.
- Acompanhamento: ajustes quando o coto muda de volume, manutenção dos componentes e revisões.
Parte da equipe também usa prótese e conhece cada etapa por experiência própria.
Quanto tempo leva
Depende do nível da amputação, do coto, da idade e da condição clínica. Como referência, da avaliação à entrega com os ajustes costuma levar entre 30 e 90 dias. Não é promessa de prazo.
O treino intensivo costuma levar de 2 dias a 1 semana na transtibial e de 5 a 15 dias na transfemoral. A confiança para usar a prótese no dia a dia vem com o uso, ao longo de semanas ou meses.
Quanto custa e como pagar
As faixas da tabela acima são referências. O valor exato sai depois da avaliação, porque depende dos componentes indicados para você.
- Financiamento em até 60 parcelas pelo Crédito Acessibilidade (Banco do Brasil) e pelo Crédito PCD (Caixa).
- À vista, com desconto.
- Pagamento direto: entrada mais saldo parcelado, conforme análise de crédito.
Cuidados do dia a dia
- Liner de silicone: protege a pele do coto, amortece o impacto e ajuda no vácuo. Lave todo dia com sabão neutro e água morna e seque bem. Troque a cada 6 a 12 meses ou quando perder elasticidade.
- Meias de controle de volume: em espessuras de 1, 3 e 5 plies, compensam a redução do coto, comum nos primeiros meses.
- Prótese: limpe o encaixe com pano úmido todo dia, confira parafusos e conexões uma vez por mês e faça revisão técnica a cada 6 meses. Não use no chuveiro, a menos que o modelo seja próprio para água.
Perguntas frequentes
A avaliação tem custo?
Não. A avaliação inicial na Conforpés é gratuita e sem compromisso.
Moro longe de Sorocaba e de São Paulo. Vocês atendem?
Sim. A Conforpés atende pacientes de todo o Brasil e de outros países. Em Sorocaba há parceria com hotéis, translado do aeroporto ou da rodoviária e atendimento intensivo para aproveitar a estadia.
E se eu não me adaptar à prótese?
A equipe acompanha de perto e faz os ajustes necessários no encaixe e no alinhamento. A adaptação faz parte do processo.
Quanto tempo dura uma prótese de perna?
Com manutenção, os componentes principais duram de 3 a 5 anos. O liner é trocado com mais frequência, a cada 6 a 12 meses.
Posso usar a prótese na água?
A maioria não. Alguns modelos são à prova d'água, como o Genium X3, e também existe a opção de uma segunda prótese só para água.
Posso fazer esporte com prótese?
Depende da prótese e do seu preparo. Há quem caminhe, corra, pedale, nade e faça musculação, e a Conforpés também faz próteses específicas para esporte.
A Conforpés faz próteses sob medida desde 1968, em Sorocaba (Av. Moreira César, 405) e em São Paulo, no Ipiranga (R. Vasconcelos Drumond, 104). Agende a avaliação gratuita.
Comece pela avaliação.
Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.
