Prótese para desarticulação do joelho
Por que preservar o fêmur ajuda na reabilitação, quais joelhos e pés existem, quanto custa e como é o processo.

Resposta curta: A prótese para desarticulação do joelho substitui a perna de quem teve a amputação na própria articulação do joelho, com o fêmur inteiro preservado. Ela usa um encaixe que aproveita a ponta do fêmur e um joelho protético de baixa altura. As faixas de referência vão de R$ 18.000 a R$ 22.000 nas mecânicas básicas até R$ 150.000 a R$ 300.000 ou mais nas microprocessadas.
O que é
Na desarticulação do joelho, o cirurgião retira a tíbia, a fíbula e geralmente a patela, mas o fêmur fica completo. É diferente da amputação transfemoral, em que o fêmur é cortado, e da transtibial, em que o joelho fica.
A prótese é um tipo de prótese de perna com encaixe, joelho protético, conectores, pé e, se você quiser, acabamento em espuma no formato da perna.
Para quem é indicada
Para quem não pode manter a perna abaixo do joelho, mas tem o fêmur e a coxa saudáveis. As causas mais comuns são trauma grave, tumor ósseo, infecção sem controle e complicação vascular, principalmente no diabetes.
Em crianças, preservar a placa de crescimento do fêmur permite que a coxa continue crescendo.
Por que esse nível ajuda na reabilitação
- Coto longo: o fêmur inteiro dá mais alavanca e controle sobre a prótese.
- Apoio na ponta do coto: parte do peso pode ser apoiada na extremidade, o que não acontece em amputações mais altas.
- Menos energia para andar: estudos mostram gasto menor que na amputação transfemoral.
- Mais músculo preservado: mais força e controle.
- Mais fácil de vestir: o formato dos côndilos, as saliências na ponta do fêmur, ajuda a colocar, tirar e segurar a prótese.
Vídeo: Camille Rodrigues andando com o 6H25 da Metiz
Tipos
| Tipo | Para quem | Faixa de referência |
|---|---|---|
| Mecânica básica (joelho monocêntrico ou policêntrico, pé não articulado ou de resposta simples) | Mobilidade limitada ou prótese temporária | De R$ 18.000 a R$ 22.000 |
| Intermediária (joelho pneumático ou hidráulico, pé de fibra de carbono) | Atividade moderada, rampas e escadas | De R$ 25.000 a R$ 60.000 |
| Avançada (joelho microprocessado, como C-Leg 4 ou Rheo Knee XC, e pé de alto desempenho) | Quem anda muito e quer a maior estabilidade | De R$ 150.000 a R$ 300.000 ou mais |
Os joelhos
- Monocêntrico: um eixo só, como uma dobradiça, com mola ou elástico para estender. Durável e de baixo custo.
- Policêntrico: vários eixos e mais estabilidade. Ao dobrar, encurta a perna, o que ajuda na escada e evita tropeço. É muito indicado para esse nível pela baixa altura de construção.
- Pneumático: ar comprimido e balanço mais suave, para quem anda em velocidade constante.
- Hidráulico: óleo num pistão e movimento estável em várias velocidades, para quem enfrenta rampa e escada.
- Microprocessado: sensores que ajustam a resistência em tempo real, como o C-Leg (Ottobock) e o Rheo Knee XC (Össur), indicado para desarticulação do joelho.
Os pés
O pé SACH é rígido, simples e barato, para caminhadas curtas em terreno plano. O articulado tem movimento no "tornozelo", e o multiaxial ajuda em terreno acidentado. O de resposta dinâmica, em fibra de carbono, devolve energia no passo e serve para quem anda longas distâncias, corre ou faz esporte.
Como é o processo na Conforpés
- Avaliação gratuita: a equipe multidisciplinar avalia o coto, a força e seus objetivos, sem compromisso.
- Prescrição: escolha dos componentes pelo seu nível de atividade, peso, idade e objetivos.
- Encaixe provisório: o molde é feito em gesso ou por escaneamento 3D. O encaixe transparente é provado e ajustado até ficar confortável.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional: colocar e tirar a prótese, equilíbrio nas barras paralelas, primeiros passos com andador ou muletas, depois com bengala e depois sem apoio, além de escada, rampa e terrenos diferentes.
- Encaixe definitivo: depois de cerca de 3 meses, com o coto adaptado, em fibra de carbono e com os componentes finais.
- Acompanhamento: ajustes, manutenção e evolução funcional.
A fisioterapia começa cedo, ainda antes da prótese, com posicionamento do coto para evitar contraturas e enfaixamento elástico para reduzir o inchaço. Veja por que a fisioterapia é tão importante para quem é amputado.
Quanto tempo leva
A recuperação da cirurgia costuma ser mais tranquila que em amputações mais altas, porque menos músculo e osso são cortados. A moldagem geralmente começa de 6 a 8 semanas depois da cirurgia, quando a cicatrização está completa e o inchaço diminuiu.
Depois da liberação médica, a referência para receber a prótese costuma ser de 30 a 90 dias, conforme os componentes. O encaixe definitivo vem por volta de 3 meses depois. Cada corpo tem seu ritmo, e não há prazo fixo.
Vídeo: Ana Cláudia cruza o país para fazer a prótese na Conforpés
Quanto custa e como pagar
As faixas vão de R$ 18.000 a mais de R$ 300.000. O que muda o preço é a tecnologia (a eletrônica encarece bastante), os materiais (titânio e fibra de carbono custam mais que alumínio e aço), a personalização e os serviços incluídos: treino, garantia, ajustes e acompanhamento. O valor exato sai depois da avaliação.
- Financiamento em até 60 parcelas pelo Crédito Acessibilidade (Banco do Brasil) e pelo Crédito PCD (Caixa).
- À vista, com desconto.
- Pagamento direto: entrada mais saldo parcelado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre desarticulação do joelho e amputação transfemoral?
Na desarticulação, o fêmur fica inteiro. Na transfemoral, ele é cortado. Com o fêmur inteiro, você tem mais controle, gasta menos energia e a prótese fica mais bem presa.
A avaliação tem custo?
Não. A avaliação inicial na Conforpés é gratuita e sem compromisso.
Vocês atendem pacientes de fora de São Paulo?
Sim, de todo o Brasil e de outros países. Há suporte remoto e, em Sorocaba, motorista para o translado e parceria com hospedagem.
A prótese precisa de manutenção?
Sim. Alguns componentes precisam de ajuste ou troca depois de alguns anos de uso, e a Conforpés acompanha isso depois da entrega.
Posso fazer atividade física com a prótese?
Depende dos componentes. Dá para ir da caminhada a esportes mais intensos, e a Conforpés trabalha também com componentes para atletas paralímpicos.
A Conforpés faz próteses sob medida desde 1968 e trabalha com Ottobock, Össur, Metiz e Bionest, em Sorocaba (Av. Moreira César, 405, Centro) e em São Paulo (R. Vasconcelos Drumond, 104, Ipiranga). Agende a avaliação gratuita.
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