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Amputação por tumor ósseo: tipos, sinais e prótese

Coto de amputação acima do joelho com curativo, em cadeira de rodas

Resposta curta: tumores ósseos malignos, como o osteossarcoma e o condrossarcoma, podem exigir a retirada de parte do osso e, em alguns casos, a amputação do membro atingido. Quem define o tratamento é a equipe de oncologia; depois da cirurgia, a prótese sob medida entra na reabilitação.

O que é um tumor ósseo

Um tumor é uma massa que se forma quando células do corpo passam a se multiplicar sem controle. No tumor ósseo, isso acontece nas células do osso ou da cartilagem.

O tumor ósseo pode ser benigno, quando não ameaça a vida, ou maligno, que é o câncer. Os tumores ósseos malignos são raros.

No tratamento, a cirurgia retira a parte do osso atingida. Dependendo do tamanho e do local do tumor, isso pode significar a amputação do membro. A indicação é sempre da equipe médica que acompanha o caso.

Tipos de tumores ósseos que podem levar à amputação

Osteossarcoma

Atinge as células que formam o osso e aparece principalmente em crianças e adolescentes, na fase do estirão de crescimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia, é mais frequente em homens do que em mulheres.

A radioterapia não é a base do tratamento do osteossarcoma. A cirurgia de retirada do osso atingido tem papel central, e em parte dos casos ela resulta em amputação.

Os locais mais comuns são as extremidades dos ossos longos da perna: fêmur, região do joelho, tíbia e fíbula. Por isso, as amputações ligadas ao osteossarcoma costumam ser de membro inferior:

Nos membros superiores, o osso mais atingido é o úmero, o osso do braço, o que pode levar à desarticulação de ombro.

Condrossarcoma

É um câncer que se forma na cartilagem e pode aparecer em pessoas de qualquer idade. Costuma atingir braços e pernas e, em casos raros, o crânio.

Uma das formas de tratamento é a curetagem com crioterapia: a raspagem do tumor associada a baixas temperaturas para eliminar as células doentes.

Quando o tumor está em estágio avançado, a amputação pode ser o recurso para preservar a vida da pessoa. Nesses casos, o acompanhamento psicológico e a fisioterapia antes da amputação já entram no plano.

Sinais de alerta dos tumores ósseos

  • Inchaço no local.
  • Dor no osso ao se movimentar.
  • Dificuldade para caminhar ou mancar.
  • Vermelhidão na pele sobre a região.
  • Febre.
  • Perda de peso sem motivo.
  • Cansaço constante.

Esses sinais também aparecem em problemas muito mais comuns e menos graves. Se um ou mais deles aparecer e não passar, procure um médico para investigar. Só o exame define o que está acontecendo.

Depois da amputação: a prótese

A amputação por tumor ósseo costuma ser planejada. Isso dá à pessoa e à família tempo para conversar com a equipe de reabilitação antes da cirurgia.

Depois da cicatrização, o caminho é parecido com o de outras causas de amputação:

  1. Avaliação com o protesista.
  2. Preparação do coto, com enfaixamento e fisioterapia.
  3. Molde e encaixe provisório, com provas e ajustes.
  4. Treino de marcha ou de uso do braço com a prótese.
  5. Encaixe definitivo e acompanhamento.

O tempo de cada etapa depende do nível da amputação, da idade e do tratamento oncológico, que pode continuar depois da cirurgia. Para saber como é a prótese em cada nível, veja os guias de prótese transfemural, prótese transtibial e prótese para desarticulação de quadril.

Se você ou alguém da família vai passar por essa cirurgia, pode agendar uma avaliação ainda antes dela para entender o que vem depois.

Perguntas frequentes

Todo tumor ósseo leva à amputação?

Não. Muitos tumores ósseos são benignos, e parte dos malignos é tratada sem amputação. A decisão é da equipe de oncologia, caso a caso.

Quem tem mais risco de osteossarcoma?

O osteossarcoma aparece principalmente em crianças e adolescentes na fase de estirão de crescimento, e é mais frequente em homens.

Quando dá para começar a usar a prótese depois da cirurgia?

Depois que o coto cicatriza e o médico libera. O tratamento oncológico pode influenciar esse prazo, por isso ele é definido caso a caso.

Dor no osso sempre é sinal de tumor?

Não. Dor óssea tem muitas causas comuns. O que merece investigação médica é a dor que persiste, piora ou vem junto com inchaço, febre ou perda de peso.

Fontes

  • Sociedade Brasileira de Oncologia, citada na versão original deste post (2019), sobre a frequência do osteossarcoma por sexo e faixa etária.

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