
Resposta curta: Amputação transtibial é a retirada parcial ou completa da tíbia e da fíbula, os ossos da perna abaixo do joelho. Por isso, muita gente a chama de "amputação de perna". Ela pode ser de um lado só ou dos dois, e o joelho natural fica preservado.
O que é amputação transtibial
A tíbia e a fíbula são os dois ossos que ficam entre o joelho e o tornozelo. Na amputação transtibial, a cirurgia retira parte desses ossos, ou os dois inteiros, abaixo da articulação do joelho.

O nome vem justamente daí: "trans" (através) e "tibial" (da tíbia). O corte atravessa a perna na altura da tíbia.
Unilateral ou bilateral
- Unilateral: a amputação acontece em uma perna só.
- Bilateral: as duas pernas passam pela amputação.
Os níveis da amputação transtibial
Assim como outras amputações de membro inferior e superior, a transtibial pode acontecer em alturas diferentes da perna: mais perto do joelho, no meio da perna ou mais perto do tornozelo.
O nível define o tamanho do coto, e o tamanho do coto pesa muito na escolha e no conforto da prótese. É a partir dele que o protesista define o encaixe e os componentes de cada caso.
Qual nível costuma ser mais recomendado
Segundo o fisioterapeuta Raphael Sancinetti, da Conforpés, o nível mais recomendado na transtibial é o médio. Ele deixa o coto com boa superfície de contato com a prótese.
Mais superfície de contato distribui melhor a pressão dentro do encaixe. Isso ajuda a deixar o uso mais confortável, com menos dor, e tende a diminuir o tempo de adaptação.
Principais causas da amputação transtibial
As causas se dividem, de forma geral, em dois grupos: as que permitem planejar a cirurgia e as que não permitem.
Amputação planejada
Em alguns casos a cirurgia é agendada com antecedência. É o que costuma acontecer quando a pessoa tem:
- diabetes;
- problemas vasculares;
- malformação congênita, como a hemimelia fibular.
Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode começar antes da cirurgia.
Amputação por trauma
Em acidentes graves de trânsito ou de trabalho, a pessoa muitas vezes acorda já sem uma ou as duas pernas. Não houve tempo de preparo, e a adaptação começa do zero. É um dos motivos pelos quais o acompanhamento psicológico é tão importante.
O que vem depois da cirurgia
Qualquer que seja a causa, a reabilitação costuma envolver três frentes ao mesmo tempo:
- Cuidado emocional: apoio de profissionais e da família para lidar com a nova rotina.
- Cuidado com o coto: cicatrização, enfaixamento e preparo para receber o encaixe. Veja o post Quando começar o enfaixamento do coto.
- Fisioterapia: antes e depois de receber a prótese, para fortalecer, treinar o equilíbrio e aprender a marcha.
Você não passa por isso sozinho. Ter uma equipe que acompanha cada etapa, e a família por perto, faz diferença no caminho até usar a prótese no dia a dia.
E a prótese transtibial
Como o joelho natural fica preservado, a transtibial é uma das amputações com melhor resposta na reabilitação. A prótese é feita sob medida a partir do molde do coto.

Tudo o que envolve a prótese, como componentes, tipos, prazo e formas de pagamento, está no guia de prótese transtibial. Para ver as outras opções, consulte o guia de prótese de perna.
Se você ou alguém da família passou por uma amputação abaixo do joelho, agende uma avaliação gratuita com a equipe da Conforpés.
Perguntas frequentes
Amputação transtibial é acima ou abaixo do joelho?
Abaixo do joelho. A cirurgia retira parte ou toda a tíbia e a fíbula, e o joelho natural fica preservado.
Qual é o melhor nível para a amputação transtibial?
Segundo o fisioterapeuta Raphael Sancinetti, o nível médio. Ele deixa boa superfície de contato entre o coto e a prótese.
Quais são as causas mais comuns?
Diabetes, problemas vasculares, malformação congênita e acidentes de trânsito ou de trabalho.
O que é amputação transtibial bilateral?
É quando as duas pernas passam pela amputação abaixo do joelho.


