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Amputação congênita: o que é e como a família decide

Menina pequena com prótese de perna sentada em um banquinho

Resposta curta: amputação congênita é quando a criança nasce sem uma parte do braço, da perna, da mão ou do pé, ou com essa parte malformada. Em alguns casos, a equipe médica indica uma cirurgia de amputação nos primeiros anos de vida para que a criança use uma prótese sob medida com mais função.

O que é amputação congênita

O nome vem de "congênito", que quer dizer presente desde o nascimento. A criança não perdeu o membro: ele não se formou por completo durante a gestação.

A malformação pode afetar órgãos como o coração e o pulmão. Quando atinge o esqueleto, aparece como braço, perna, mão ou dedos incompletos ou com formato diferente, em membros superiores ou membros inferiores.

Parte dessas alterações pode ser vista ainda no pré-natal, nos exames de imagem. Isso dá tempo para a família se informar antes do parto.

Por que a malformação acontece

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das malformações congênitas não tem causa identificada. Entre os fatores conhecidos, a OMS aponta quatro grupos:

  • Genéticos: alterações nos cromossomos ou em um gene específico.
  • Infecciosos: infecções da mãe durante a gestação, como sífilis, rubéola e zika.
  • Nutricionais: falta de nutrientes como ácido fólico e iodo na gravidez.
  • Ambientais: exposição a álcool, tabaco, radiação, alguns medicamentos e poluentes, além de condições da mãe como o diabetes.

Saber disso ajuda a tirar da família o peso da culpa. Na maior parte das vezes, não houve nada que os pais tenham feito de errado.

Malformação congênita e amputação na infância

A malformação congênita é uma das principais causas de amputação em crianças com menos de 5 anos. Ainda assim, é uma condição de baixa incidência.

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O pequeno Arthur tem hemimelia fibular.

Um exemplo é a hemimelia fibular. Ela atinge cerca de um a cada 50 mil bebês e consiste na ausência parcial ou total da fíbula, o osso longo e fino que fica ao lado da tíbia e divide com ela a sustentação da perna.

Sem a fíbula, a perna costuma ficar mais curta e o pé pode se formar de modo incompleto. É nesse tipo de caso que a amputação entra na conversa.

Como a família decide pela amputação

A decisão é da família, junto com o ortopedista. O papel do protesista é explicar o que acontece depois: como fica o coto, que tipo de encaixe a criança vai usar e como é a reabilitação.

A família da Maria Clara viveu essa decisão. Ela nasceu com malformação no pé esquerdo, e uma das primeiras soluções apresentadas pelos médicos foi a amputação no nível transtibial, abaixo do joelho.

A mãe considerou dois pontos. Com a cirurgia nos primeiros anos de vida, a adaptação à prótese tende a ser mais curta. E, com acompanhamento psicológico, a criança costuma aceitar a prótese de forma mais natural. Você pode ler a história da Maria Clara e ver o vídeo abaixo.

Vídeo: Amputação Congênita - Maria Clara l Conforpés

O que perguntar ao médico antes de decidir

  • Qual nível de amputação está sendo indicado e por quê.
  • Quais são as alternativas à cirurgia e o que cada uma implica.
  • Com que idade a cirurgia é recomendada no caso do seu filho.
  • Como será a preparação do coto para a prótese.

Se a notícia ainda é recente, o post como lidar com a ausência dos membros do meu filho fala do lado emocional dessa fase.

Prótese infantil depois da amputação congênita

A prótese da criança é feita sob medida, a partir do molde do coto. Como a criança cresce, o encaixe precisa de ajuste e de troca ao longo dos anos. Isso faz parte do acompanhamento e não significa que algo deu errado.

Os componentes protéticos evoluíram e hoje buscam uma aparência e um movimento mais naturais. A prótese também pode ser personalizada com um personagem de que a criança goste, o que ajuda na convivência com outras crianças.

Para entender os tipos de encaixe, os componentes e cada fase do crescimento, leia o guia de prótese infantil. Se a malformação é no pé ou abaixo do joelho, veja também o guia de prótese transtibial.

Como é o começo na Conforpés

  1. Avaliação gratuita com a família e a criança.
  2. Molde do coto e prescrição dos componentes.
  3. Encaixe de prova e ajustes.
  4. Treino com fisioterapia, adequado à idade.
  5. Acompanhamento do crescimento e troca do encaixe quando for preciso.

Se você está no começo dessa decisão, pode agendar uma avaliação e tirar dúvidas com um protesista antes ou depois da cirurgia.

Perguntas frequentes

Amputação congênita e malformação congênita são a mesma coisa?

Não exatamente. A malformação é a condição de nascimento. A amputação congênita é quando essa malformação resulta na ausência de parte de um membro, ou quando a cirurgia é feita por causa dela.

Dá para ver a malformação no pré-natal?

Parte das malformações pode ser identificada nos exames do pré-natal. Quem confirma e explica o caso é o médico que acompanha a gestação.

Com que idade a criança pode usar prótese?

Depende do nível da amputação e do desenvolvimento da criança. O tema está no post com quantos anos a criança pode colocar prótese.

A prótese precisa ser trocada conforme a criança cresce?

Sim. O encaixe é ajustado ou refeito conforme o coto e a altura mudam. A frequência depende do ritmo de crescimento de cada criança.

Fontes

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