
Resposta curta: Quando a criança nasce sem o membro, a recomendação é colocar a prótese assim que ela começa a andar. Como ela nunca teve o membro, costuma se acostumar com a prótese com mais tranquilidade. Em amputações depois do nascimento, o tratamento pode começar assim que o coto estiver cicatrizado.
A amputação pode acontecer em qualquer idade
Amputação não é coisa só de adulto. Ela pode acontecer em qualquer fase da vida, e a criança também pode nascer sem uma parte do membro.
Em todos esses casos, a prótese é o caminho para a pessoa retomar as atividades do dia a dia. A dúvida que mais aparece entre as famílias é: com quantos anos se pode começar?
Quando começar, segundo o tipo de amputação
| Situação | Quando a prótese pode começar |
|---|---|
| Amputação congênita (a criança nasce sem o membro) | Quando a criança começa a andar |
| Amputação depois do nascimento, em criança ou adulto | Assim que o coto estiver cicatrizado |
Amputação depois do nascimento
Segundo o fisioterapeuta Raphael Sancinetti, da Conforpés, o tratamento pode começar assim que o coto estiver cicatrizado. Isso vale principalmente para o adulto, quando voltar às atividades de antes é prioridade.
Até lá, o coto passa por cuidados como o enfaixamento. O post quando começar o enfaixamento do coto explica essa fase.
Amputação congênita
Na amputação congênita, a criança na maioria das vezes já nasce sem o membro. A recomendação de Sancinetti é colocar a prótese assim que ela começa a andar.
O motivo é simples. Como a criança nunca teve o membro, ela aprende a andar já com a prótese, e a adaptação costuma ser mais tranquila.
Um exemplo é a Bettina, que nasceu sem o pé esquerdo e já andava com prótese com 1 ano e 4 meses. A história dela está no post Bettina: a felicidade está nos pequenos detalhes.
O tempo de adaptação varia
Mesmo quando a criança começa a usar a prótese junto com o desenvolvimento da marcha, o tempo de adaptação muda de uma pessoa para outra. Quatro fatores influenciam diretamente:

- o nível de amputação;
- a idade;
- os componentes usados;
- a sensibilidade do coto.
Por isso, não dá para prometer um prazo. O que dá é acompanhar cada etapa de perto.
A criança cresce, a prótese acompanha
A prótese infantil tem uma particularidade: ela precisa ser trocada conforme a criança cresce. O encaixe que serve hoje fica pequeno depois de um tempo, e o comprimento também precisa acompanhar o outro lado.
Isso faz parte do acompanhamento. As revisões periódicas mostram a hora de ajustar ou de fazer um novo encaixe.
A estampa ajuda
Muitas famílias escolhem estampar a prótese com o desenho preferido da criança. Isso costuma ajudar na convivência com outras crianças e na aceitação. Veja o post sobre customização de prótese.
Como é o processo na Conforpés
- Avaliação gratuita: a equipe conhece a criança, a família e o momento do desenvolvimento.
- Molde: o encaixe é feito sob medida.
- Prova e ajuste: a criança experimenta a prótese e a equipe ajusta.
- Treino: com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, no ritmo da criança.
- Acompanhamento: revisões conforme o crescimento.
Tudo sobre a prótese nessa fase está no guia de prótese infantil. Para amputações de perna, veja também o guia de prótese de perna. Se você é mãe, pai ou responsável e quer conversar com a equipe, agende uma avaliação.
Perguntas frequentes
Com que idade a criança que nasceu sem o membro pode usar prótese?
A recomendação é colocar a prótese quando ela começa a andar.
Criança se adapta mais rápido à prótese?
Na amputação congênita, a adaptação costuma ser mais tranquila, porque a criança aprende a andar já com a prótese. Mesmo assim, o tempo varia.
Depois de uma amputação, quanto tempo esperar para a prótese?
O tratamento pode começar assim que o coto estiver cicatrizado.
A prótese infantil precisa ser trocada?
Sim. Ela é ajustada ou refeita conforme a criança cresce.


