
Resposta curta: Bettina Baggio Laperuta Froes nasceu com agenesia do pé esquerdo, uma malformação congênita, e anda com prótese desde 1 ano e 4 meses. Como aprendeu a andar já com a prótese, a adaptação dela não foi difícil. Em 2022, aos 6 anos, ela morava em Cafelândia (SP) e era a única criança da cidade que usava prótese.
Este post é um registro de 2022. A idade e a rotina descritas são as daquele ano.
Quem é a Bettina
Bettina mora em Cafelândia, no interior de São Paulo. Ela nasceu com agenesia do pé esquerdo, ou seja, sem o pé.

Com 1 ano e 4 meses, já andava com a prótese. Assim como outra criança aprende a andar com as duas pernas, ela aprendeu com a prótese, e para ela a prótese faz parte do corpo.
Por que começar cedo ajudou
Quando a criança nasce sem o membro, a recomendação é colocar a prótese assim que ela começa a andar. O post com quantos anos a criança pode usar prótese explica por quê. A Bettina é um exemplo dessa orientação.
As perguntas da Bettina
Como toda criança, Bettina fazia muitas perguntas. Uma delas era por que usava prótese.

A mãe, Carla, explicava que todo mundo precisa de uma ajuda em algum momento. Uns precisam de ajuda para andar, outros usam óculos para enxergar melhor.
Bettina vê a prótese como parte dela. Tanto que, na escola, quando desenha a família, nunca se desenha de prótese, e sim com as duas pernas.
A curiosidade das outras crianças
Em uma cidade pequena, todo mundo conhece a Bettina. Mesmo assim, crianças que nunca viram uma prótese ficam curiosas.

Carla conta que explica em casa que isso é comum. É como quando a própria Bettina vê alguém com cabelo rosa ou azul na rua: acha bonito, olha e quer saber mais.
- As crianças costumam querer pegar na prótese.
- Já aconteceu de a Bettina tirar a prótese e entregar para outra criança ver.
- Quando troca a estampa da prótese, ela faz questão de ir de short para a escola, para todo mundo ver a nova.
Customizar a prótese é comum entre crianças. O post customizar prótese ortopédica mostra como é feito.
Quando a curiosidade vira exclusão
Às vezes o preconceito aparece, mesmo sem intenção. Numa festa, uma criança disse que não queria brincar com a Bettina porque ela tinha "um pezinho estranho".
Carla conta que as outras crianças reagiram. Ficaram indignadas com o comentário e deixaram a menina que disse aquilo fora da brincadeira.
Como a família chegou à Conforpés
O contato veio por um parente que conhecia Nelson Nolé, fundador da Conforpés, de uma instituição em Bauru onde ele trabalhava. Foi assim que a família conheceu o trabalho da Conforpés.

Para Carla, o que mais pesa é ver a filha andar desde 1 ano e 4 meses, brincar no pula-pula, comprar um sapato e viver a rotina de criança com naturalidade.
Na escola
Em 2022, aos 6 anos, Bettina adorava as aulas de educação física. Ela dizia que corria mais que todo mundo e ganhava as competições. A família conta que isso deixa todos felizes e dá confiança a ela.

A prótese para amputação de pé na infância
Na agenesia do pé, a prótese substitui o pé e se apoia na perna. Como a criança cresce, o encaixe e o comprimento precisam ser revistos de tempos em tempos.
O guia de prótese infantil explica como funciona o acompanhamento nessa fase, e o de prótese de pé mostra as opções. Se você tem um filho com malformação e quer conversar com a equipe, agende uma avaliação.
Perguntas frequentes
O que é agenesia do pé?
É uma malformação congênita em que a criança nasce sem o pé. No caso da Bettina, o pé esquerdo.
Com que idade a Bettina começou a usar prótese?
Com 1 ano e 4 meses ela já andava com a prótese.
A adaptação dela foi difícil?
Não. Como aprendeu a andar já com a prótese, a adaptação foi tranquila.
Como explicar a prótese para outras crianças?
A mãe da Bettina compara com outras ajudas do dia a dia, como os óculos. A curiosidade das crianças costuma passar quando elas entendem.


