
Resposta curta: Giovanna Cammargo nasceu com fêmur curto congênito e usa prótese desde um ano e meio de idade. Aos 20 anos, fez a amputação do pé, que ficava na altura do joelho, e começou uma nova adaptação. Hoje usa próteses em sistema transfemoral, uma para o dia a dia e outra para banho e piscina. Este texto registra a história dela como foi contada em 2022.
Quem é Giovanna
Quando esta história foi publicada, em abril de 2022, Giovanna Cammargo tinha 24 anos. Ela nasceu com fêmur curto congênito, uma condição em que o osso da coxa se forma mais curto do que o normal.

Com um ano e meio, Giovanna já usava prótese. Aos 18 anos, algo começou a incomodar, e ela foi buscar ajuda. Aos 20, fez a amputação do pé, que ficava na altura do joelho, e começou um novo processo de adaptação com a prótese.
Duas adaptações em fases diferentes da vida
A primeira, ainda bebê
Como começou a usar prótese muito nova, Giovanna não tinha como entender tudo o que estava acontecendo. Por isso, conta, a adaptação foi mais natural e sem muito sofrimento.

Em crianças, a prótese acompanha o crescimento e precisa ser trocada ao longo dos anos. O guia de prótese infantil explica como funciona esse acompanhamento.
A segunda, depois da cirurgia
A adaptação depois da amputação também foi tranquila, segundo ela. Houve dificuldades, como a dor e a recuperação da cirurgia. Giovanna atribui a facilidade à ajuda de bons profissionais e a componentes de qualidade.
O caminho até a Conforpés
A primeira prótese de Giovanna foi feita pelo SUS. Quando decidiu fazer a amputação, ela procurou uma empresa para fazer a nova prótese, mas não teve uma boa experiência. Ficou chateada e chegou a achar que não ia conseguir.

Depois da cirurgia, uma pessoa próxima indicou a Conforpés. Ela conta que a identificação foi imediata e que o Nelsinho Nolé, diretor da empresa, pareceu entender o que ela queria, o que ela precisava e como chegar à melhor experiência possível. Para ela, foi uma experiência única e marcante.
Profissionais que também usam prótese
Na Conforpés, Giovanna tem contato com profissionais que também são amputados. Para ela, isso ajuda no processo de protetização, porque essas pessoas entendem o que cada amputado vive no dia a dia.
Ela também conversa com outros pacientes e troca experiências. Para Giovanna, usar prótese é algo tranquilo, com momentos bons e ruins como qualquer coisa na vida. O importante, diz, é seguir aprendendo e trocando experiência com quem faz a prótese e com quem usa.
As próteses que Giovanna usa
Giovanna usa duas próteses que funcionam em sistema transfemoral. O coto trabalha como uma alavanca, como se fosse um fêmur. Veja como esse tipo de prótese é feito no guia de prótese transfemural.
| Prótese | Componentes citados por ela |
|---|---|
| Dia a dia | Pé da geração anterior ao Pro-Flex, joelho 3R60 da Ottobock e sistema Revofit, ao qual se adaptou muito bem |
| Banho e piscina | Pé mais simples e sistema simples de vácuo, só com liner. É a prótese que ela leva à praia |
Ter uma prótese separada para a água é uma escolha comum. Nem todo componente pode ser molhado, e uma prótese própria para a água poupa os componentes da prótese principal.
Preconceito
Giovanna conta que nunca enfrentou preconceito de outras pessoas. No máximo, em algum outro país com cultura diferente, foi recebida de um jeito diferente.
O único preconceito que ela diz ter vivido foi com ela mesma, na adolescência. Ela atribui isso a um medo daquela fase, a muita informação nova e aos hormônios. Segundo ela, durou um período curto da vida.
Trabalho, redes sociais e hobbies
Giovanna é modelo e influenciadora digital. Ela diz que nunca teve dificuldade para entrar no mercado de trabalho e relaciona isso à área em que atua.
No Instagram (@gicammargo), ela pode ser quem é. Compartilha a própria vida e tira dúvidas de outras pessoas com a mesma condição. Esse trabalho aconteceu de forma natural, sem planejamento.
Fora do trabalho, a lista de hobbies é grande. Viajar está entre os preferidos. O esporte faz parte do dia a dia, e ela prefere os radicais.
O que a prótese significa para ela
Para Giovanna, a prótese representa liberdade, autonomia e independência. Mais do que isso, diz, representa quem ela é: ela gosta dessa característica e acha que as diferenças entre as pessoas deveriam ser mais valorizadas.
Em 2022, Giovanna completava cinco anos de acompanhamento com a Conforpés. Leia também a história de Milena Nenemann, outra paciente da casa.
Se você tem uma condição congênita ou vai passar por uma amputação e quer entender as opções de prótese, agende uma avaliação com a equipe.
Perguntas frequentes
O que é fêmur curto congênito?
É uma condição de nascença em que o fêmur, o osso da coxa, se forma mais curto do que o normal. O tratamento varia de caso para caso.
Com que idade Giovanna começou a usar prótese?
Com um ano e meio. Aos 20 anos, depois da amputação, passou por uma nova adaptação.
Quais componentes Giovanna usa?
Na prótese do dia a dia, joelho 3R60 da Ottobock, sistema Revofit e um pé da geração anterior ao Pro-Flex. Tem também uma prótese de banho, com vácuo simples e liner.
Vale ter uma prótese só para banho e piscina?
Para muita gente, sim, porque protege os componentes da prótese principal. A indicação depende da rotina de cada pessoa e é discutida na avaliação.


