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Milena Nenemann: a rotina com próteses após a amputação

Mulher com prótese de perna em vestido longo em um restaurante

Resposta curta: Milena Nenemann, de Rio Negro (PR), teve membros inferiores e superiores amputados aos 17 anos, depois de uma infecção generalizada. Ela fez a protetização na Conforpés, em Sorocaba, e hoje usa prótese transtibial bilateral e uma mão biônica no dia a dia. Este texto registra a história dela como foi contada em 2021.

Quem é Milena

Quando esta história foi publicada, em março de 2021, Milena Nenemann tinha 21 anos. Morava em Rio Negro, no Paraná, e estudava nutrição. Gostava de maquiagem, de sair com os amigos e de ir a festas.

Milena Nenemann: a superação após a amputação, imagem 1

Quatro anos antes, ela precisou reaprender tarefas simples do dia a dia. É dessa fase que trata este texto.

O que levou à amputação

Aos 17 anos, Milena começou a ter sintomas de gripe e falta de ar. Procurou um médico e começou a tomar os medicamentos, mas piorou. Foi levada ao hospital, onde foi entubada.

Milena Nenemann: a superação após a amputação, imagem 2

Ela ficou 52 dias internada, 45 deles na UTI. O diagnóstico foi de pneumonia bacteriana. A infecção chegou ao sangue e se tornou generalizada.

Com isso, faltou oxigênio nos membros, que necrosaram. Milena perdeu parte dos membros inferiores e superiores.

Por que uma infecção pode levar à amputação

Numa infecção generalizada grave, o organismo pode desviar o sangue para proteger órgãos vitais. As extremidades, como mãos e pés, recebem menos oxigênio. Quando o tecido fica tempo demais sem oxigênio, ele morre, e a amputação passa a ser necessária para preservar a saúde da pessoa. Cada caso é avaliado pela equipe médica do hospital.

Como Milena chegou à Conforpés

Algum tempo depois da amputação, Milena foi convidada a participar do Programa do Ratinho, no SBT. No programa, ela foi surpreendida pela presença de Nelson Nolé, fundador da Conforpés, que ofereceu a ela as próteses para a perna e para a mão.

Ela contou assim o primeiro contato:

"Eu conheci a Conforpés através de um programa de TV, e o processo lá foi incrível, eles me acolheram com muito carinho, amo todos."

A protetização em Sorocaba

Depois de receber as próteses, Milena se mudou para Sorocaba para fazer todo o processo de protetização na matriz da Conforpés.

Segundo ela, a reabilitação foi tranquila. Os primeiros dias foram mais difíceis, porque tudo era novo. Depois ela se acostumou, e as próteses passaram a fazer parte do dia a dia.

O que costuma acontecer nessa fase

A protetização não é só receber a prótese. Em geral, ela passa por etapas como estas:

  1. avaliação do coto e definição do tipo de prótese;
  2. molde e encaixe provisório;
  3. provas e ajustes do encaixe;
  4. treino com fisioterapia e, no membro superior, terapia ocupacional;
  5. encaixe definitivo e acompanhamento.

Quem tem amputação nos membros inferiores e superiores ao mesmo tempo treina as duas frentes: a marcha com as pernas e as tarefas com a mão. Por isso o acompanhamento de perto faz diferença.

As próteses que Milena usa

Na época deste relato, Milena usava:

  • Prótese transtibial bilateral: uma prótese em cada perna, para amputação abaixo do joelho. Veja como ela funciona no guia de prótese transtibial.
  • Mão biônica: uma prótese de mão acionada pelos sinais dos músculos do coto. O guia de próteses biônicas explica o funcionamento.

Para ela, as próteses são os seus braços e as suas pernas. Ela diz que não consegue mais se imaginar sem elas, porque representam a sua liberdade. Hoje, conta, consegue fazer tudo o que deseja.

Instagram e maquiagem

Milena tinha, em 2021, mais de 36 mil seguidores no Instagram, por causa dos vídeos e tutoriais de maquiagem que publica.

Durante essa fase, ela levou a sério uma frase que repete:

"Você não pode desistir do que você quer, dos seus sonhos, pois tem que batalhar, porque você vai conseguir."

A relação com a equipe

Milena diz que considera a Conforpés a sua segunda família. Para ela, foi pela empresa que voltou a ter independência e autoestima.

"Eu queria agradecer a toda equipe Conforpés por tudo que fizeram por mim e por tudo que fazem. Eu digo que a Conforpés hoje é a minha segunda família, porque eu amo cada um de lá e agradeço a todos."

Cada história de amputação tem o seu caminho, e o tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa. Se quiser ler outra história de paciente, conheça a de Giovanna Cammargo.

Se você ou alguém da sua família está começando esse processo, a equipe pode explicar cada etapa. Agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Que próteses Milena Nenemann usa?

Na época deste relato, ela usava prótese transtibial bilateral, uma em cada perna, e uma mão biônica.

Por que Milena foi amputada?

Aos 17 anos, uma pneumonia bacteriana chegou ao sangue e virou infecção generalizada. Faltou oxigênio nos membros, que necrosaram.

Onde Milena fez a protetização?

Na matriz da Conforpés, em Sorocaba (SP). Ela se mudou para a cidade para fazer o processo.

Uma pessoa com amputação de braço e perna pode usar próteses nos dois?

Pode, quando a avaliação indica. A reabilitação treina a marcha e as tarefas com a mão, e o tempo de adaptação varia de caso para caso.

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