
Resposta curta: Maria Clara nasceu com uma malformação congênita na perna esquerda, com o pé torto e sem função. A família optou pela amputação transtibial e, em fevereiro de 2017, ela chegou à Conforpés em Sorocaba para fazer a primeira prótese, aos 2 anos. Este post é um registro de 2017, publicado no Dia das Crianças daquele ano.
Quem é a Maria Clara
Em outubro de 2017, a Maria Clara tinha 2 anos. O texto original deste post foi escrito como se fosse ela contando a própria história, no Dia das Crianças. Aqui, contamos os mesmos fatos na terceira pessoa.
Ela nasceu com uma malformação congênita na perna esquerda. Por causa dela, o pé era torto. O médico explicou à mãe que, mesmo com alongamento ósseo, a Maria Clara não conseguiria andar, porque não tinha um pé funcional.
Por que a família escolheu a amputação
A mãe e a equipe médica decidiram pela cirurgia de amputação no nível transtibial, ou seja, abaixo do joelho. Foi uma decisão difícil para a família. O objetivo da mãe era ver a filha andar e correr.
Em crianças com malformação do pé, a amputação às vezes é indicada para permitir o uso de uma prótese funcional. Essa decisão é sempre do médico com a família, caso a caso. Se você quer entender melhor esse tipo de indicação, veja o post sobre hemimelia fibular e amputação infantil.
A chegada à Conforpés
Em fevereiro de 2017, a família viajou até Sorocaba para conhecer a Conforpés e o fundador, Nelson Nolé. Lá, a Maria Clara recebeu uma prótese transtibial sob medida, personalizada com cores.
Durante o processo, ela foi acompanhada pelo fisioterapeuta Raphael e pelo técnico Josemir, responsável pela confecção da prótese. Foram eles que trabalharam com ela os primeiros passos.
No dia em que a prótese ficou pronta, a mãe se emocionou. A Maria Clara deu à prótese o apelido de Totó.
O que mudou no dia a dia
Segundo o relato da família em 2017, a Maria Clara aprendeu a andar e a correr com a prótese. Ela passou a brincar de pega-pega e de esconde-esconde com outras crianças.
Quando caía, levantava e tentava de novo, como qualquer criança que está aprendendo a andar. A mãe contou que ainda se preocupava às vezes, mas via a filha crescer com independência.
O que a história mostra sobre a prótese infantil
O caso da Maria Clara ajuda a entender alguns pontos que valem para quase toda criança que usa prótese de perna:
- A prótese é feita sob medida. O encaixe é moldado no coto da criança.
- A personalização conta. Cores e desenhos ajudam a criança a aceitar a prótese como parte dela.
- O treino de marcha faz parte. A fisioterapia acompanha os primeiros passos.
- A prótese precisa de troca. A criança cresce, e o encaixe e o comprimento precisam acompanhar.
Cada criança tem o seu ritmo. O tempo de adaptação depende do nível da amputação, do coto, da idade e do acompanhamento. Por isso não existe prazo fixo.
Para saber como funciona o processo, quais são os tipos e como pagar, veja o guia de prótese infantil e o guia de prótese transtibial.
Quanto custa e como pagar
Muitas famílias chegam com a mesma dúvida da mãe da Maria Clara: quanto custa a prótese da criança. O valor depende do nível da amputação e dos componentes, e só sai depois da avaliação. Além do pagamento particular, existem linhas de crédito para pessoa com deficiência, como o Crédito Acessibilidade, do Banco do Brasil, e o Crédito PCD, da Caixa. Em alguns casos, também é possível usar o FGTS. As condições de cada linha são definidas pelo banco.
Perguntas frequentes
Com que idade uma criança pode usar prótese de perna?
Muitas crianças começam quando estão aprendendo a ficar em pé e a andar. A Maria Clara recebeu a primeira prótese aos 2 anos. A indicação depende da avaliação do médico e da equipe de reabilitação.
A prótese infantil precisa ser trocada?
Sim. Conforme a criança cresce, o encaixe fica apertado e a prótese fica curta. Os ajustes e as trocas fazem parte do acompanhamento.
Dá para personalizar a prótese da criança?
Sim. A prótese da Maria Clara foi feita colorida. A personalização não muda a função, mas ajuda a criança a se identificar com ela.
Como começar o processo na Conforpés?
O primeiro passo é a avaliação. Nela, a equipe vê o coto, conversa com a família e explica as opções. Você pode agendar a avaliação pelo contato.


