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Desafios psicológicos depois da amputação: como lidar

Casal sentado na grama, o homem com prótese de perna

Resposta curta: Depois da amputação, é comum viver um período de luto, com sensação de perda da própria identidade, medo e isolamento. Cada pessoa tem o seu tempo, mas o apoio da família, a volta gradual à rotina e, quando preciso, a psicoterapia ajudam na adaptação. A capacidade de adaptação existe em qualquer nível de amputação.

A amputação mexe com o corpo e com a cabeça

Seja qual for o nível de amputação, de membro superior ou de membro inferior, perder uma parte do corpo muda a vida da pessoa. Mudam os movimentos, a rotina e o jeito de se ver no espelho.

amputado

Essa mudança pede estratégias novas, que a pessoa nunca precisou usar antes. Não existe um roteiro único.

Os primeiros dias depois da amputação

No começo, muita gente sente a amputação como uma perda da própria identidade. É uma fase que exige muito da capacidade emocional e que passa por várias etapas.

Nesse período, costumam aparecer:

  • a mudança na acessibilidade do dia a dia, dentro e fora de casa;
  • a mudança no trabalho, no lazer e na independência;
  • o luto pelo membro perdido.

O luto é esperado. Ele não é sinal de fraqueza e não quer dizer que a adaptação vai dar errado.

A causa pesa, mas o caminho é parecido

A amputação pode vir do diabetes, de acidente de trabalho ou de trânsito, de tumor ósseo, de infecção ou de malformação congênita. Cada história tem seu peso.

Deixando a causa de lado, o que mais influencia o caminho é a estrutura emocional de cada um e o apoio que ela recebe. Essa estrutura define muito da forma como a rotina vai ser reconstruída.

Reações diferentes para cada pessoa

Qualquer que seja o estado emocional depois da amputação, a capacidade de adaptação existe. Mas cada pessoa trilha um caminho diferente.

Para algumas, a amputação vira motivo de vergonha, isolamento, receio e até autodiscriminação. Para outras, vira ponto de partida para rever a própria vida. As duas reações são humanas, e uma pode dar lugar à outra com o tempo.

Se a vergonha de usar a prótese em público é o que mais pesa, leia como não ter vergonha de usar prótese ortopédica.

A volta ao trabalho e à vida social

Voltar ao trabalho e à convivência com os outros é um dos passos mais importantes da adaptação. Cada pessoa tem o próprio tempo para processar o que aconteceu. Ainda assim, enfrentar essas situações aos poucos ajuda a retomar a rotina de antes.

As relações sociais trazem troca de ideias e de valores. Elas ajudam a reconstruir a identidade depois da amputação. Permitir-se ter essas relações é parte da volta a uma vida social comum.

Sobre o mercado de trabalho, veja os desafios da pessoa com deficiência no emprego.

O que a família pode fazer

Você continua capaz

O ponto central é não assumir para si o rótulo de incapaz, seja qual for a sua função. As dificuldades de acessibilidade no Brasil existem, mas não definem o que você consegue fazer.

O apoio da família e dos amigos ajuda. E a busca pelas próprias capacidades é o que sustenta a adaptação no dia a dia.

Quando procurar psicoterapia

Nem sempre estamos preparados para uma mudança desse tamanho. A psicoterapia depois da amputação é um instrumento que ajuda na adaptação à nova realidade e na recuperação do equilíbrio emocional.

Procure ajuda profissional se a tristeza, o isolamento ou a vergonha estiverem impedindo você de seguir a rotina. Se houver pensamento de tirar a própria vida, procure atendimento imediato: o CVV atende pelo telefone 188.

A prótese e a cabeça andam juntas

A reabilitação física e a emocional caminham lado a lado. A fisioterapia ensina os cuidados com o coto, a marcha e o equilíbrio. A prótese certa, bem ajustada, devolve atividades concretas do dia a dia.

Para entender as opções, veja os guias de prótese de perna e de prótese de braço. Se quiser conversar com a equipe, agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

É normal ficar triste depois da amputação?

Sim. É comum viver um período de luto pelo membro perdido e sentir que a identidade mudou. Cada pessoa tem o seu tempo para atravessar essa fase.

Quando procurar um psicólogo depois da amputação?

Quando a tristeza, o medo ou o isolamento estiverem impedindo a rotina. O acompanhamento pode começar antes da cirurgia, quando ela é planejada.

Como a família pode ajudar a pessoa amputada?

Estando presente, incentivando a volta às atividades no ritmo da pessoa e evitando tratá-la como incapaz.

A prótese ajuda na parte emocional?

Ela ajuda a retomar atividades do dia a dia, o que costuma pesar na adaptação. Mas não substitui o apoio emocional nem a psicoterapia quando ela é indicada.

Fontes

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