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Reabilitação após a amputação: etapas e cuidados

Homem com prótese de perna em um parque

Resposta curta: A reabilitação após a amputação começa assim que você se recupera da cirurgia, com fisioterapia para cuidar do coto e preparar o corpo para a prótese. Ela segue por etapas: preparo do coto, prótese provisória, prótese definitiva e treino de uso. O tempo de cada etapa depende do nível da amputação, do coto e da condição clínica de cada pessoa.

Por que a reabilitação exige paciência

A amputação pode acontecer de forma inesperada, depois de um acidente de trânsito ou de uma lesão no trabalho. Em outros casos, uma doença torna a cirurgia necessária para preservar a vida.

Em todos os casos, a rotina muda. Por isso, além da fisioterapia, é recomendado o acompanhamento psicológico e, quando indicado, psiquiátrico. O apoio da família e das pessoas próximas também conta muito.

São várias etapas até você voltar às atividades do dia a dia. Nenhuma delas tem prazo fixo.

Os primeiros passos depois da cirurgia

A reabilitação começa assim que a cirurgia permite. Com o fisioterapeuta, o foco inicial é a saúde do coto e o preparo da região para a protetização.

Nessa fase, a fisioterapia estimula a circulação e o metabolismo. Isso ajuda a reduzir o risco de edema, o inchaço do coto.

Daí em diante, o caminho muda conforme a amputação foi no braço ou na perna.

Reabilitação após amputação de membro superior

As causas mais comuns de amputação do braço são lesões no trabalho e o tratamento de doenças. A amputação pode ser em vários níveis, da mão ao ombro.

A prótese de membro superior pode ter dedos, uma mão ou um gancho, e uma unidade de punho ou de cotovelo. Os modelos com microprocessador dão mais controle sobre os movimentos. Veja os tipos no guia de prótese de braço.

A reabilitação inclui:

  • condicionamento físico geral;
  • alongamento de toda a região dos membros superiores, até o pescoço;
  • exercícios de resistência, conforme o caso;
  • treino das tarefas do dia a dia com a prótese, com o terapeuta ocupacional.

Cada programa é montado de acordo com o nível e a causa da amputação.

Reabilitação após amputação de membro inferior

A amputação da perna costuma vir de acidentes ou de cirurgias para evitar complicações de doenças. Ela pode acontecer em vários níveis, do pé ao quadril.

Depois da cirurgia, a maioria das pessoas passa pela pré-protetização, que prepara o coto para receber o encaixe. A prótese de perna pode ter pé, unidade de joelho e outros componentes, conforme o nível. O guia de prótese de perna mostra as opções.

A reabilitação inclui alongamento de toda a parte de baixo do corpo e fortalecimento do corpo inteiro. Quando você se sentir seguro, entram os exercícios em pé e de equilíbrio. O programa respeita o motivo da amputação e a sua condição clínica.

Atenção às contraturas

A contratura é um problema frequente em quem tem amputação de perna. Os músculos próximos ao coto tendem a encurtar.

O encurtamento vem de ficar muito tempo na mesma posição, sentado ou deitado de forma inadequada. Ele limita o movimento e pode causar dor.

Quando a contratura é grave, a prótese pode não se ajustar direito, e em alguns casos o uso fica inviável. Por isso, evitar a contratura é uma das tarefas centrais de fisioterapeutas, terapeutas e da enfermagem.

A prótese dentro da reabilitação

O fisioterapeuta acompanha toda a protetização. Esse processo pode ser mais longo ou mais curto, conforme cada caso.

  1. Preparo do coto. Você aprende a enfaixar o coto com faixa elástica ao longo do dia. Isso ajuda o coto a reduzir de volume e a tomar forma para o encaixe.
  2. Prótese provisória. Algumas pessoas começam com um encaixe provisório. Na perna, ele permite andar com apoio de muletas ou bengalas enquanto o coto ainda muda.
  3. Prótese definitiva. O encaixe definitivo é feito depois que o coto se estabiliza, dando tempo para a redução natural de volume.
  4. Treino de uso. Você aprende a colocar e tirar a prótese, a andar com ela e a cuidar da prótese e da pele, sempre com um profissional.

O treino é contínuo. O fisioterapeuta trabalha força, equilíbrio e flexibilidade e ensina, na prática, o uso da prótese.

Cuidados com o coto

O cuidado com o coto começa cedo e passa a fazer parte da rotina. Ele previne feridas, rupturas na pele e infecções. Veja também como prevenir bolhas no coto.

  • Olhe o coto todas as noites, antes de dormir, procurando qualquer alteração na pele.
  • Lave com sabão neutro e água morna.
  • Seque bem. O talco pode ser a última etapa da higiene.

Se aparecer ferida, vermelhidão que não passa ou dor diferente, fale com a sua equipe antes de continuar usando a prótese.

Como a Conforpés acompanha esse caminho

Desde 1968, a Conforpés faz avaliação, molde, prova, ajuste e reabilitação com a prótese sob o mesmo teto. Se você está começando agora, agende uma avaliação para conversar com a equipe sobre o seu caso.

Perguntas frequentes

Quando começa a reabilitação depois da amputação?

Assim que você se recupera da cirurgia e o médico libera. A primeira fase cuida do coto e prepara o corpo para a prótese.

Quanto tempo leva para usar a prótese?

Não há prazo fixo. Depende do nível da amputação, de como o coto cicatriza e reduz de volume e da sua condição clínica.

O que é contratura e como evitar?

É o encurtamento dos músculos perto do coto. Mudar de posição, evitar ficar muito tempo sentado com o joelho ou o quadril dobrado e seguir os exercícios da fisioterapia ajudam a evitar.

Por que enfaixar o coto?

A faixa elástica ajuda a controlar o inchaço e a dar forma ao coto, o que prepara o encaixe da prótese.

Fontes

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