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Síndrome do pé caído: o que é, causas e tratamento

Resposta curta: A síndrome do pé caído é a perda da dorsiflexão, o movimento de levantar a ponta do pé ao dar o passo. Ela tem muitas causas, de lesão do nervo fibular a AVC e hérnia de disco. O tratamento depende da causa e pode incluir cirurgia no nervo, fisioterapia e, nos casos crônicos, uma órtese ou prótese.
O que é a síndrome do pé caído
Para andar, você levanta a ponta do pé a cada passo. Esse movimento se chama dorsiflexão e depende dos músculos da frente da perna, os dorsiflexores.
Quando esses músculos perdem força ou deixam de receber o comando do nervo, a ponta do pé fica caída. O nome do quadro vem daí.
O resultado é um passo diferente. O antepé encosta no chão antes do calcanhar, e a pessoa corre o risco de tropeçar na própria ponta do pé.
Como o pé caído muda a marcha
Para não arrastar o pé, o corpo compensa. A pessoa dobra mais o joelho e o quadril e levanta a perna mais alto do que o normal a cada passo.
Essa compensação cansa e sobrecarrega outras articulações. Com o tempo, ela também aumenta o risco de lesões no pé e de quedas.
Por isso o pé caído não é só um incômodo. Ele muda o jeito de andar como um todo, e vale a avaliação de um profissional logo que aparece.
Principais causas
O pé caído é um sinal, não uma doença isolada. Ele aparece quando algo interrompe o caminho entre o cérebro, a medula, o nervo e o músculo. As causas mais comuns são:
- lesão do nervo fibular, muitas vezes na região do colo da fíbula, logo abaixo do joelho;
- lesão do nervo ciático;
- lesão do corno anterior da medula;
- radiculopatia de L5, ligada a problemas na coluna, como hérnia de disco;
- lesão no tendão do músculo tibial anterior;
- neuropatias periféricas;
- quadros pós-COVID;
- acidente vascular cerebral (AVC);
- traumatismo cranioencefálico (TCE);
- tumores no sistema nervoso central;
- paralisia cerebral;
- esclerose múltipla;
- lesão medular incompleta.
Como a lista é longa, o primeiro passo é descobrir a origem. Quem faz esse diagnóstico é o médico, com exame clínico e, quando preciso, exames de imagem ou de condução nervosa.
Como é o tratamento
O tratamento depende da causa e de como o quadro evoluiu. Não existe uma solução única para todo mundo.
Quando a causa é o nervo
Em casos de lesão direta ou compressão do nervo fibular, um especialista pode indicar cirurgia. As técnicas mais usadas são a neurólise, que libera o nervo, e a neurorrafia, que sutura o nervo lesionado.
Quando o quadro é crônico
Em alguns casos crônicos não é possível liberar o nervo. Aí a indicação costuma ser o uso de uma órtese, e em situações específicas de uma prótese.
A órtese mais comum para o pé caído segura o pé na posição certa durante o passo. Ela evita que a ponta arraste no chão e reduz a compensação no joelho e no quadril.
O papel da fisioterapia
A fisioterapia trabalha força, equilíbrio e o treino da marcha, com ou sem órtese. O fisioterapeuta ajuda você a andar de forma mais segura e a usar o dispositivo no dia a dia.
Órtese ou prótese: qual a diferença
A órtese apoia ou corrige uma parte do corpo que continua ali, como o pé e o tornozelo. A prótese substitui uma parte do corpo que foi amputada ou que não se formou.
No pé caído, o pé existe, então o caminho mais comum é a órtese. A escolha certa sai de uma avaliação de cada caso. Para entender melhor as duas, leia qual a diferença entre órtese e prótese ortopédica e o nosso guia de ortoprótese.
Quando procurar ajuda
Procure um médico se você percebe que arrasta a ponta do pé, tropeça com frequência ou precisa levantar muito a perna para andar. Quanto antes a causa for encontrada, mais opções de tratamento existem.
Se o médico já indicou uma órtese ou prótese, a equipe da Conforpés faz a avaliação, a moldagem e o ajuste sob medida desde 1968. Você pode agendar uma avaliação em Sorocaba ou em São Paulo.
Perguntas frequentes
Pé caído tem cura?
Depende da causa. Algumas lesões de nervo melhoram com cirurgia e fisioterapia; em casos crônicos, a órtese ajuda a andar com mais segurança.
Quem diagnostica o pé caído?
O médico, geralmente neurologista ou ortopedista. Ele investiga se a origem está no nervo, na coluna, na medula ou no cérebro.
Toda pessoa com pé caído precisa de órtese?
Não. A órtese costuma ser indicada quando não é possível recuperar o movimento ou enquanto a recuperação acontece. Quem decide é o médico, junto com a equipe de reabilitação.
A órtese para pé caído é feita sob medida?
Pode ser. A órtese sob medida é moldada no seu pé e na sua perna, o que melhora o encaixe e o conforto no uso diário.


