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Amputação transradial

A amputação abaixo do cotovelo preserva a articulação do cotovelo. Veja como fica o coto e como é a reabilitação.

Ilustração de uma mulher com mão mioelétrica segurando uma xícara de café com uma amiga

Resposta curta: A amputação transradial é feita no antebraço, entre o punho e o cotovelo. O cotovelo fica preservado, e em muitos casos também parte do giro do antebraço. É um dos níveis do membro superior com mais opções de prótese, da estética à mioelétrica.

Onde é feita

O antebraço vai do cotovelo ao punho e tem dois ossos, o rádio e a ulna. Na amputação transradial, o cirurgião corta esses dois ossos em algum ponto entre as duas articulações. O nome vem de "trans", que quer dizer através, e de rádio.

O nome popular é amputação abaixo do cotovelo. Em inglês, aparece como BE, de below elbow. A Ottobock divide esse nível em quatro comprimentos: longo, médio, curto e ultracurto.

Segundo a Össur, a transradial é o tipo mais comum entre as amputações maiores do membro superior, com 42% dos casos.

Por que é indicada

A Amputee Coalition aponta o trauma e o câncer como as causas mais frequentes de amputação do membro superior, seguidos das complicações vasculares. No antebraço, trauma costuma ser acidente de trabalho, de trânsito, queimadura elétrica ou esmagamento.

Há também crianças que nascem sem parte do antebraço. Esse caso é tratado na página de amputação congênita.

A regra das Diretrizes do Ministério da Saúde é preservar o máximo de comprimento possível, num nível que garanta boa cicatrização, boa cobertura de pele e sensibilidade.

Como fica o coto

O que esperar, fase a fase

As fases são referência. O tempo de cada uma depende da cicatrização, da causa e da sua saúde.

  1. Cirurgia e internação. Depois da cirurgia, os cuidados passam dos pontos para a ferida e o controle da dor. As Diretrizes do Ministério da Saúde orientam começar a mobilizar o coto entre 24 e 48 horas e manter o movimento do cotovelo e do ombro.
  2. Cicatrização e enfaixamento. O enfaixamento compressivo começa cedo para reduzir o inchaço e modelar o coto. A pressão é maior na ponta e diminui em direção ao cotovelo. Se formigar, a faixa deve ser afrouxada.
  3. Preparo do coto. Exercícios de força no coto, dessensibilização com massagem e texturas, e treino das atividades do dia a dia com uma mão. A terapia ocupacional entra antes da prótese.
  4. Prótese provisória. Com o coto estável, vem a moldagem, a prova e o ajuste. A Amputee Coalition diz que, para muitas pessoas, a prova e o treino acontecem nos três primeiros meses depois da amputação. É uma referência, não uma promessa.
  5. Treino. Você aprende a colocar e tirar a prótese, a pegar objetos, a se adaptar ao peso deles e à nova sensibilidade, como descrevem as Diretrizes. O uso cresce aos poucos, com checagem da pele a cada retirada.
  6. Prótese definitiva e acompanhamento. Depois dos ajustes, vem a definitiva. O coto muda de volume com o tempo, e o encaixe precisa de revisão.

Prótese para esse nível

A prótese transradial tem um encaixe no coto, um punho e um dispositivo terminal, que pode ser mão, gancho ou pinça. As opções são:

A Amputee Coalition lembra que nenhum dispositivo faz tudo o que a mão faz, e às vezes vale ter mais de um terminal. Veja o guia de prótese transradial, o de próteses biônicas e o catálogo de mãos protéticas. A indicação sai da avaliação.

Reabilitação e dia a dia

A terapia ocupacional conduz o treino antes da prótese, durante a adaptação e depois dela. Ela ensina as atividades de autocuidado, de casa e de trabalho, com e sem prótese. A fisioterapia cuida da força, da postura e do equilíbrio, e ajuda a evitar sobrecarga no outro braço.

No começo, muitas tarefas são feitas com uma mão só. Aos poucos, o coto e a prótese entram como apoio. A Amputee Coalition diz que a prótese de membro superior costuma ser tratada como uma ferramenta, e o protesista escolhe os componentes a partir dos seus objetivos.

Para dirigir e trabalhar, existem adaptações, como o pomo no volante e o teclado para uma mão, citados pela Amputee Coalition. As Diretrizes do Ministério da Saúde pedem que a equipe informe sobre recolocação profissional e direitos, como a lei de cotas. Veja a página de direitos.

Perguntas frequentes

Amputação transradial é a mesma coisa que amputação abaixo do cotovelo?

Sim. Transradial é o nome técnico da amputação feita no antebraço, abaixo do cotovelo e acima do punho.

Qual prótese é melhor para amputação transradial?

Não existe uma melhor para todos. A escolha depende do comprimento do coto, dos sinais musculares, do seu trabalho, dos seus objetivos e do orçamento. Isso se define na avaliação.

A prótese mioelétrica funciona em qualquer coto transradial?

Ela precisa de sinais musculares que os sensores consigam ler e de um encaixe estável. O protesista testa esses sinais antes de indicar.

Quando posso fazer a prótese?

Depois que a pele fecha e o volume do coto estabiliza. A Amputee Coalition cita os três primeiros meses como período comum de prova e treino, mas depende de cada pessoa.

Vou precisar de tirante?

A prótese mecânica usa tirante. A mioelétrica precisa de menos tirante, segundo a Amputee Coalition. O protesista define a suspensão na avaliação.

Posso sentir dor fantasma?

Pode. A dor e a sensação fantasma são reais, segundo o NHS, e têm tratamento. Conte ao médico o que sente.

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Fontes

Conteúdo informativo, não substitui a orientação do médico e da equipe de reabilitação. Atualizado em 28/09/2026.

Comece pela avaliação.

Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.