Pular para o conteúdo

Amputação de dedos da mão e amputação parcial de mão

O que muda quando a amputação fica abaixo do punho, como fica a mão e quais próteses podem ajudar.

Ilustração de um homem com próteses de dedos de silicone cuidando do jardim

Resposta curta: A amputação parcial de mão é qualquer amputação abaixo do punho: pode levar a ponta de um dedo, um dedo inteiro, vários dedos ou parte da palma. O punho continua lá, com os movimentos dele. Os dedos que ficaram, ou partes deles, ainda podem pegar objetos, e em muitos casos há próteses de dedo ou de mão parcial que ajudam nessa pegada.

Onde é feita

A mão tem três regiões de ossos. Os dedos são formados pelas falanges. A palma é formada pelos metacarpos. Entre a palma e o antebraço ficam os ossinhos do carpo, que formam o punho.

Quando se fala em amputação de dedo, o nome técnico é amputação transfalangeana: o corte passa por uma das falanges. Quando o corte atravessa a palma, pelos metacarpos, o nome é amputação transmetacarpal. Quando passa pelos ossos do carpo, é a transcarpiana, que aparece na lista de níveis do membro superior do Ministério da Saúde.

O que une todos esses casos é que o punho fica preservado. A Össur descreve a amputação parcial de mão como toda amputação abaixo do punho e explica que, como o punho fica, em geral a função dele também fica.

Por que é indicada

Segundo a Amputee Coalition, a maioria das amputações do membro superior é de um dedo ou do polegar. As causas mais frequentes de amputação do membro superior são o trauma e o câncer, seguidos das complicações vasculares.

No dia a dia, trauma quer dizer acidente de trabalho com máquina, esmagamento, queimadura ou acidente doméstico. Também existem crianças que nascem com diferença na mão. Esse caso tem página própria no guia, em amputação congênita.

A decisão sobre o nível é do cirurgião. A regra geral das Diretrizes do Ministério da Saúde é preservar o máximo de comprimento possível, num nível que cicatrize bem, com boa cobertura de pele e sensibilidade preservada.

Como fica o coto

Na mão, o coto pode ser a ponta de um dedo, a base de um dedo ou a borda da palma. Cada caso é diferente, e o que sobrou define o que vai ser possível fazer.

O que esperar, fase a fase

As fases abaixo são uma referência geral. O tempo de cada uma depende da cicatrização, da causa da amputação e da sua saúde.

  1. Cirurgia e internação. Nas amputações pequenas, a internação costuma ser curta, mas isso quem define é o médico. As Diretrizes do Ministério da Saúde orientam começar a mobilizar o coto entre 24 e 48 horas depois da cirurgia e manter o movimento das outras articulações do braço.
  2. Cicatrização e controle do inchaço. A compressão, com faixa ou malha, ajuda a reduzir o inchaço e a modelar o coto. As Diretrizes pedem que a pressão seja maior na ponta e menor em direção ao corpo, e que a faixa seja afrouxada se houver formigamento.
  3. Preparo do coto. Dessensibilização, exercícios de força e de movimento e treino das atividades do dia a dia com uma mão só, quando precisa. A terapia ocupacional entra aqui, antes da prótese.
  4. Avaliação para prótese. Com a pele fechada e o inchaço estável, o protesista avalia o que sobrou da mão e o que você quer voltar a fazer. A Amputee Coalition diz que, para muitas pessoas, a prova e o treino da prótese de membro superior acontecem nos três primeiros meses. É uma referência, não um prazo.
  5. Prótese provisória e treino. Quando é indicada, a prótese passa por prova e ajuste. O treino ensina a colocar, tirar, pegar objetos e se adaptar ao peso deles e à nova sensibilidade, como descrevem as Diretrizes.
  6. Prótese definitiva e acompanhamento. Depois dos ajustes, vem a versão definitiva. A mão muda com o tempo, e a prótese precisa de revisão.

Prótese para esse nível

Nem toda amputação de dedo pede prótese. Algumas pessoas se adaptam sem nenhuma. Outras querem recuperar uma pegada específica, para o trabalho ou para um hobby, ou preferem a aparência da mão completa. A Amputee Coalition lembra que usar ou não usar prótese é uma decisão pessoal e que ela pode mudar ao longo da vida.

As opções mais comuns para esse nível são:

Qual delas faz sentido depende do que ficou da mão, da pele, da força e do seu objetivo. Veja os guias de prótese de dedo da mão e de prótese de mão, e o catálogo de mãos protéticas. A indicação final sai da avaliação.

Reabilitação e dia a dia

Na amputação de mão, a terapia ocupacional é a peça central. A terapeuta ocupacional ensina a fazer as tarefas de casa e de autocuidado com e sem prótese, e trabalha junto com o protesista. A Amputee Coalition recomenda começar a terapia ocupacional antes da primeira prova de prótese, sempre que der.

A fisioterapia cuida da força, da postura e do movimento do braço inteiro, e ajuda a proteger o outro braço do excesso de uso. Existem também adaptações simples, como utensílios de cabo grosso e abridores de pote, que a terapeuta pode indicar.

No trabalho, vale conversar cedo com a equipe sobre o que a sua função exige. As Diretrizes do Ministério da Saúde pedem que a equipe apresente as possibilidades de retorno ao trabalho e informe os direitos, como a lei de cotas. Veja também a nossa página de direitos.

Perguntas frequentes

Perder um dedo é considerado amputação?

Sim. A retirada de parte ou de todo um dedo é uma amputação de membro superior, chamada transfalangeana. Ela aparece na classificação de doenças usada pelo Ministério da Saúde.

Existe prótese de dedo que mexe?

Existem próteses mecânicas de dedo que dobram com o movimento da parte que ficou do dedo ou da palma. Se o seu caso permite esse tipo de prótese, depende do comprimento do coto e da articulação preservada.

Preciso usar prótese depois de amputar um dedo?

Não é obrigatório. Muitas pessoas se adaptam sem prótese. A decisão leva em conta o que você quer fazer, a sua profissão e como você se sente com a aparência da mão.

Quanto tempo depois da cirurgia posso fazer a prótese de dedo?

Só depois que a pele estiver fechada e o inchaço estável, o que varia de pessoa para pessoa. Para o membro superior, a Amputee Coalition cita os três primeiros meses como período comum de prova e treino, mas é só uma referência.

É normal sentir o dedo que foi amputado?

É comum. A sensação e a dor fantasma são reais e já foram confirmadas em exames de imagem do cérebro, segundo o NHS. Fale com o médico, porque existe tratamento.

A prótese de dedo tem cobertura do SUS ou do plano?

Depende do caso e do contrato. Veja os caminhos na página de direitos e confirme com o SUS ou com o seu plano antes de decidir.

Leia também

Fontes

Conteúdo informativo, não substitui a orientação do médico e da equipe de reabilitação. Atualizado em 28/09/2026.

Comece pela avaliação.

Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.