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Desarticulação de cotovelo

O antebraço é retirado na articulação do cotovelo e o braço fica inteiro. Veja o que muda e como é a reabilitação.

Ilustração de um jovem com prótese de desarticulação de cotovelo trabalhando numa bancada de marcenaria

Resposta curta: A desarticulação de cotovelo é a retirada do antebraço e da mão na articulação do cotovelo, sem cortar o osso do braço. O úmero costuma ficar inteiro. O movimento do cotovelo se perde, e a prótese precisa de um cotovelo protético, o que exige atenção ao comprimento final do braço.

Onde é feita

O braço tem um osso só, o úmero, que vai do ombro ao cotovelo. No cotovelo, o úmero se articula com os dois ossos do antebraço, o rádio e a ulna. Na desarticulação de cotovelo, o cirurgião separa o antebraço nessa articulação.

A Amputee Coalition define desarticulação como a amputação através da articulação, sem cortar osso, e lista o cotovelo entre as articulações em que ela é feita. A Ottobock e a Össur explicam que, nesse nível, o braço fica inteiro na maioria dos casos.

O nome técnico é desarticulação de cotovelo. Nas Diretrizes do Ministério da Saúde, ela aparece entre a amputação transumeral, que corta o úmero, e a transradial, que corta o antebraço.

Por que é indicada

A Amputee Coalition aponta o trauma e o câncer como as causas mais frequentes de amputação do membro superior, seguidos das complicações vasculares. Existem também diferenças de membro presentes desde o nascimento, tratadas na página de amputação congênita.

O nível é decidido pelo cirurgião, conforme a lesão, a pele e os tecidos disponíveis. A regra geral das Diretrizes do Ministério da Saúde é preservar o máximo de comprimento com boa cicatrização, boa cobertura de pele e sensibilidade.

Como fica o coto

O que esperar, fase a fase

As fases abaixo são referência. O tempo de cada uma depende da cicatrização e da sua saúde.

  1. Cirurgia e internação. Depois da cirurgia, o foco é a ferida e o controle da dor. As Diretrizes do Ministério da Saúde orientam começar a mobilizar o coto entre 24 e 48 horas e manter o movimento das articulações que ficaram, aqui principalmente o ombro.
  2. Cicatrização e enfaixamento. O enfaixamento compressivo reduz o inchaço e modela o coto. A pressão é maior na ponta e diminui em direção ao ombro. Se houver formigamento, a faixa deve ser afrouxada.
  3. Preparo do coto. Exercícios isométricos no coto, fortalecimento global, dessensibilização e treino das tarefas do dia a dia com uma mão. A terapia ocupacional começa antes da prótese, sempre que possível.
  4. Prótese provisória. Com o coto estável, vem a moldagem, a prova e o ajuste. A Amputee Coalition cita os três primeiros meses como período em que muitas pessoas fazem a prova e o treino da prótese de membro superior. É referência, não prazo.
  5. Treino. Você aprende a colocar e tirar a prótese, a travar e destravar o cotovelo protético, a pegar objetos e a se adaptar ao peso. O uso começa aos poucos, com checagem da pele.
  6. Prótese definitiva e acompanhamento. Depois dos ajustes, vem a definitiva, com revisões ao longo do tempo.

Prótese para esse nível

A prótese para desarticulação de cotovelo tem um encaixe no braço, um cotovelo protético, um antebraço, um punho e um dispositivo terminal. As opções vão da estética à mioelétrica:

Veja o guia de prótese de braço, o de prótese mioelétrica e os catálogos de cotovelos e de mãos protéticas. A combinação certa para você sai da avaliação.

Reabilitação e dia a dia

Quanto mais alta a amputação do braço, mais funções a prótese precisa assumir, e mais treino ela pede. A Össur resume assim: quanto mais alta a amputação, mais complexa a situação e a protetização.

A terapia ocupacional ensina as tarefas de autocuidado, de casa e de trabalho com e sem prótese, e trabalha junto com o protesista. A fisioterapia cuida da força, da postura e do equilíbrio, e ajuda a evitar sobrecarga no outro braço e na coluna.

Adaptações simples ajudam muito, como abridor de pote, tábua de cortar para uma mão e pomo no volante. A equipe também deve orientar sobre o retorno ao trabalho e os direitos, como pedem as Diretrizes do Ministério da Saúde. Veja a página de direitos.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre desarticulação de cotovelo e amputação transumeral?

Na desarticulação, o corte passa pela articulação e o úmero fica inteiro. Na transumeral, o corte passa pelo meio do úmero, entre o ombro e o cotovelo.

A prótese vai deixar meu braço mais comprido?

Pode deixar, porque o cotovelo protético fica depois do úmero inteiro. O protesista escolhe componentes para reduzir essa diferença, e isso faz parte da avaliação.

Como a prótese dobra o cotovelo?

Na prótese mecânica, por um cabo puxado pelo movimento do ombro. Na mioelétrica ou híbrida, parte das funções é comandada por sinais musculares.

Vou precisar de tirante?

Na maioria dos casos acima do cotovelo, sim, segundo a Amputee Coalition. As próteses elétricas pedem menos tirante que as mecânicas.

Quando posso fazer a prótese?

Depois que a pele fecha e o volume do coto estabiliza. O tempo varia de pessoa para pessoa.

É normal sentir a mão que foi amputada?

É comum. A sensação e a dor fantasma são reais, segundo o NHS, e têm tratamento.

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Fontes

Conteúdo informativo, não substitui a orientação do médico e da equipe de reabilitação. Atualizado em 28/09/2026.

Comece pela avaliação.

Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.