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Próteses para membro superior: modelos e adaptação

Mulher de jaleco com prótese de mão segurando uma maçã

Resposta curta: As próteses para membro superior substituem braço, antebraço, mão ou dedos depois da amputação. Os principais modelos são a estética, a mecânica, a mioelétrica e a biônica, que vão da aparência natural sem movimento ativo até dezenas de agarres programados. A adaptação começa com gestos simples e pede paciência e acompanhamento emocional.

Quando a prótese de membro superior entra

A prótese de membro superior é usada depois da amputação de braço, mão, dedo ou cotovelo. Essa cirurgia, chamada de amputação de MMSS, é indicada quando um membro passa a comprometer a saúde da pessoa. Os níveis estão explicados no post amputação de membro superior.

O processo leva tempo e pede cuidado antes, durante e depois da protetização. As etapas seguem uma ordem, mas cada uma é adaptada à pessoa.

O planejamento começa antes da cirurgia

Quando a amputação é planejada, a prótese também pode ser pensada antes. O cirurgião, o fisioterapeuta ou o protesista conversam com o paciente para entender o que ele precisa.

Em alguns casos, o fisioterapeuta recomenda começar exercícios de preparo do corpo antes mesmo da cirurgia. É a partir dessa conversa que o técnico constrói e ajusta a prótese com precisão e conforto.

Os modelos de prótese

ModeloComo funcionaPara quem costuma servir
EstéticaReproduz forma e cor do membro; sem função ativaQuem prioriza a aparência natural
MecânicaMolas e cabo abrem e fecham os dedosQuem busca função e durabilidade
MioelétricaSensores captam a contração dos músculos e acionam a mãoQuem tem sinal muscular no coto
BiônicaControle parecido com o mioelétrico, com muito mais movimentosQuem precisa de vários tipos de agarre

Prótese estética

É feita para quem quer manter a aparência do corpo. A forma e a cor são moldadas a partir do braço do outro lado, e as bordas finas ajudam a prótese a se integrar ao membro com discrição.

Alguns modelos recebem até pelos e unhas. Como o foco é a aparência, ela não oferece função ativa ampla. Veja o guia de prótese estética.

Prótese mecânica

É indicada para quem busca mais independência e função. Ela também ajuda a manter o equilíbrio do esquema corporal.

Funciona com um sistema de molas e cabo, que abre e fecha os dedos com facilidade. O material robusto dá mais durabilidade. Veja o guia de prótese mecânica.

Prótese mioelétrica

Sensores em contato com o membro captam os sinais elétricos da contração dos músculos e mandam para o sistema da prótese, que faz o movimento. O movimento principal é abrir e fechar os dedos.

Um exemplo é a i-Digits Quantum, da Össur, feita para quem perdeu de um a cinco dedos, com a perda longe do punho e perto da articulação da base dos dedos. Ela trabalha junto com os dedos que restaram e oferece até 32 agarres automáticos.

Prótese biônica

O controle é parecido com o da mioelétrica. A diferença está na quantidade de movimentos: depois da leitura dos sinais pelos eletrodos, podem ser até 36 tipos de movimento.

Com ela, dá para fazer tarefas como amarrar o cadarço e digitar. Dois modelos citados em 2023:

  • Bebionic, da Ottobock: tem microprocessadores e motores para controlar a prótese com precisão, suporta 45 kg e mantém a pegada se o objeto escorregar.
  • i-Limb Quantum, da Össur: muda de movimento com um gesto e pode ser controlada por gesto, músculo, proximidade ou aplicativo. Segundo o fabricante, os dedos de titânio aumentam em 50% a capacidade de carga, a reação é 30% mais rápida e são até 36 gestos personalizáveis.

Mais detalhes nos posts mão biônica e no guia de próteses biônicas.

Como é a adaptação

Depois da amputação e da entrega da prótese, começa a fase de adaptação. A orientação mais importante é ter paciência: corpo e mente levam tempo para se acostumar.

O treino começa com gestos simples, de noção de espaço, como pegar um lápis. O tempo até a prótese entrar na rotina varia de pessoa para pessoa, e o treino com terapeuta ocupacional e fisioterapeuta acompanha esse ritmo.

O lado emocional

Medo e raiva são reações comuns e compreensíveis. É uma perda dolorosa e, muitas vezes, inesperada.

Psicólogos descrevem esse momento como um luto, com várias fases até a pessoa se sentir bem de novo. Também é comum o receio de como os outros vão enxergar a prótese. Por isso o acompanhamento psicológico é fundamental. O post sobre inteligência emocional fala disso.

Como é o processo na Conforpés

  1. Avaliação gratuita.
  2. Indicação do modelo.
  3. Molde, encaixe provisório e prova.
  4. Treino com terapeuta ocupacional e fisioterapeuta.
  5. Encaixe definitivo e acompanhamento.

O guia de prótese de braço detalha cada etapa. Para conversar sobre o seu caso, agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Quais são os tipos de prótese para membro superior?

Estética, mecânica, mioelétrica e biônica, cada uma com um nível diferente de função.

Qual é a diferença entre prótese mioelétrica e biônica?

As duas leem sinais dos músculos. A biônica oferece muito mais movimentos, até 36 tipos.

Prótese estética tem movimento?

Não. Ela reproduz a aparência do membro, mas não tem função ativa ampla.

Quanto tempo leva para se adaptar à prótese de braço?

Varia de pessoa para pessoa. O treino começa com gestos simples e avança no seu ritmo.

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