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Inteligência emocional depois da amputação

Resposta curta: Inteligência emocional é a capacidade de perceber, controlar e expressar as próprias emoções e de lidar com as outras pessoas com empatia. Depois de uma amputação, ela ajuda a atravessar reações como ansiedade, tristeza e negação, que podem atrapalhar a reabilitação. Nos casos mais difíceis, o caminho é procurar um profissional de saúde mental.
A amputação mexe com as emoções
Ninguém está preparado para perder um membro. É comum aparecerem ansiedade, queda da autoestima e negação, entre outras reações.
Por isso vale cultivar a inteligência emocional. Ela ajuda a lidar com emoções intensas e com a perda.
Na Conforpés, parte da equipe também usa prótese. Esses profissionais trocam experiências com os pacientes todos os dias e mostram, na prática, a rotina depois da amputação.
Reações emocionais comuns depois da amputação
- Tristeza e depressão: episódios de choro, isolamento, perda de apetite e dificuldade para dormir. Logo depois da perda do membro, a tristeza é considerada uma reação natural. Segundo especialistas, é difícil dizer se uma depressão vem de fato da amputação.
- Ansiedade: costuma aparecer durante a internação, pelas dúvidas sobre o tratamento e pelos procedimentos dolorosos.
- Imagem corporal: uma percepção negativa da própria aparência está ligada a mais ansiedade. Às vezes ela aparece em comportamentos, como evitar olhar para o coto.
Essas reações precisam de atenção e devem ser tratadas cedo. Sem cuidado, elas podem atrapalhar a reabilitação e o autocuidado e aumentar o isolamento.
Um período de ajuste
Na adaptação, a pessoa se ajusta a mudanças físicas e emocionais ao mesmo tempo. Ela aprende a lidar com os limites novos e também com as possibilidades que aparecem.
Da amputação à prótese
A amputação tem impacto biológico, psicológico e social. A reabilitação busca que a pessoa volte às atividades do dia a dia e à vida em sociedade.
A prótese ajuda nesse processo. Ela contribui para a autoestima, para a aceitação da perda, para a volta às tarefas da rotina e para a autonomia social e financeira.
Uma equipe com várias áreas
É importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Ela costuma incluir:
- médico;
- fisioterapeuta;
- psicólogo;
- assistente social.
O que é inteligência emocional
É a capacidade de estar atento às próprias emoções, controlá-las e expressá-las, e de lidar com as relações de forma sensata e empática. Em outras palavras, é saber identificar o que você sente e o que fazer com isso.
Isso tem efeito na saúde física e mental. Ajuda a prevenir quadros como ansiedade, depressão e distúrbios psicossomáticos.
Como exercitar no dia a dia
- Encontre uma motivação. Um objetivo concreto ajuda a atravessar os dias difíceis.
- Foque no que você controla. Você tem um papel grande na reabilitação. Aproveite ao máximo as sessões de fisioterapia e o treino com a prótese.
- Separe sentimento de reação. Você não controla tudo o que sente, mas pode escolher como reage e dar tempo para processar.
- Peça ajuda. Em alguns casos, é preciso um profissional de saúde mental para orientar.
O que dizem dois pacientes
Vitor Dourado fala em procurar "ser" antes de "ter". Para ele, a pessoa amputada muitas vezes se coloca abaixo dos outros por causa do corpo. Ele conta que o que se tornou veio depois do acidente, e que antes aprendeu a ser antes de ter.
Jéssica Araújo conta que nada foi fácil nem confortável. Ela lembra que as pessoas acham que quem passa por isso já nasce forte e com autoestima alta, mas que isso é um exercício diário. No começo o desânimo é normal, e faz parte do processo.
Onde a prótese entra
Quando o encaixe está confortável e a marcha está segura, muita gente relata mais disposição para retomar a rotina. Os guias de prótese de perna e de prótese de braço explicam como é o processo. Para ver como outros pacientes lidam com a insegurança, leia o post amputação e namoro.
Se você quer conversar com a equipe da Conforpés, agende uma avaliação.
Perguntas frequentes
É normal ficar triste depois da amputação?
Sim. Logo após a perda do membro, a tristeza é considerada uma reação natural. Se ela persistir, procure ajuda profissional.
O que é inteligência emocional?
É saber identificar, controlar e expressar as próprias emoções e lidar com as pessoas com empatia.
A parte emocional atrapalha a reabilitação?
Pode atrapalhar. Reações negativas sem cuidado podem prejudicar o autocuidado e aumentar o isolamento.
Quem deve acompanhar a pessoa amputada?
Uma equipe multidisciplinar, com médico, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social.


