Prótese ortopédica: tipos, preços e como é feita
Da prótese de dedo à de desarticulação de quadril: o que muda em cada nível, quanto custa e como você chega ao primeiro passo.

Resposta curta: A prótese ortopédica substitui um membro, ou parte dele, perdido por amputação, malformação congênita ou trauma. Ela é feita sob medida para o coto e para o nível de atividade de cada pessoa, na perna ou no braço. Os preços de mercado vão de R$ 10 mil numa transtibial básica a mais de R$ 250 mil numa prótese de quadril com articulações microprocessadas.
O que é
É um dispositivo artificial com três partes principais. O encaixe se adapta ao coto. A estrutura interna, de material leve e resistente, sustenta o peso. As articulações, mecânicas ou microprocessadas, fazem o movimento.





Cada prótese é montada para uma pessoa. O protesista escolhe os componentes pelo nível da amputação, pelo peso, pela condição do coto e pelo que você quer voltar a fazer.
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Para quem é indicada
Para quem passou por amputação por diabetes, doença vascular, acidente de trânsito ou de trabalho, tumor ou violência, e para quem nasceu sem o membro ou parte dele. Mais da metade das amputações no Brasil envolve pessoas com diabetes.





O número de pessoas é grande. Pelo menos 85 pessoas por dia passam por amputação na rede pública, e entre 2012 e 2021 foram mais de 245 mil amputações de membros inferiores.
A indicação sai da avaliação, que considera sua saúde geral, o coto, a rotina e seus objetivos.
Tipos






Perna
- Transtibial, abaixo do joelho: o joelho fica preservado, e a adaptação costuma ser mais rápida. Tem encaixe, tubo de alumínio ou titânio e pé.
- Desarticulação de joelho: o fêmur fica inteiro, o que dá boa alavanca e boa distribuição de peso.
- Transfemoral, acima do joelho: precisa de joelho protético, que pode ser mecânico, pneumático, hidráulico ou microprocessado. O microprocessado ajusta a resistência em tempo real para escada, rampa e sentar.
- Desarticulação de quadril: cesto pélvico, quadril, joelho e pé protéticos.
- Hemipelvectomia: inclui parte da pelve e pede suporte adicional no tronco.
- Pé e dedo do pé. Os pés protéticos vão do SACH, para piso plano, ao de fibra de carbono com retorno de energia, ao de lâmina bipartida para terreno irregular e ao resistente à água.
Braço
- Transradial, abaixo do cotovelo: encaixe, suspensão, punho e mão. Na versão mioelétrica, eletrodos no encaixe leem os músculos do antebraço.
- Transumeral, acima do cotovelo: cotovelo mecânico, mioelétrico ou microprocessado.
- Desarticulação de ombro: ombro, cotovelo e mão, presos ao tronco, em geral com controle híbrido mecânico e mioelétrico.
- Mão e dedo: estética em silicone, mecânica por cabo, mioelétrica ou biônica, com até 14 padrões de preensão.
| Tipo | Para quem | Faixa de referência |
|---|---|---|
| Transtibial básica | Amputação abaixo do joelho, uso diário | R$ 10.000 a R$ 15.000 |
| Transtibial intermediária | Abaixo do joelho, mais atividade | R$ 20.000 a R$ 50.000 |
| Transtibial biônica | Abaixo do joelho, alta exigência | pode passar de R$ 100.000 |
| Transfemoral mecânica | Acima do joelho, marcha em velocidade constante | R$ 20.000 a R$ 60.000 |
| Transfemoral com microprocessador | Acima do joelho, escada, rampa e terreno variado | R$ 100.000 a R$ 200.000 |
| Quadril e hemipelvectomia básica | Amputação de alto nível | R$ 40.000 a R$ 80.000 |
| Quadril e hemipelvectomia microprocessada | Alto nível, várias articulações eletrônicas | pode passar de R$ 250.000 |
| Braço, mão e dedo | Amputação de membro superior | definida na avaliação |
Como é o processo na Conforpés








- Avaliação gratuita. A equipe olha sua saúde geral, a cicatrização, o formato e a sensibilidade do coto, a amplitude das articulações, a força, o equilíbrio e a sua rotina.
- Prescrição e molde. O protesista escolhe joelho, pé e demais componentes, e faz o molde do coto por escaneamento 3D ou em gesso.
- Encaixe provisório. A oficina faz o encaixe, monta os componentes com o alinhamento certo e você prova. É normal precisar de várias sessões de ajuste. No membro inferior, há test drive de joelho e pé antes da decisão.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional. Primeiro dessensibilização do coto, equilíbrio e uso de poucos minutos por dia. Depois marcha, transferência de peso e obstáculos. Por fim escada, terreno irregular e volta ao trabalho.
- Encaixe definitivo. Feito quando o volume do coto estabiliza.
- Acompanhamento. Revisão a cada 6 meses e ajustes sempre que precisar.
Quanto tempo leva
A confecção leva algumas semanas. A adaptação básica costuma levar de 2 a 6 meses, e segue depois no ritmo de cada pessoa.





Em amputações altas o caminho é mais longo. Na desarticulação de quadril, chegar à mobilidade funcional costuma levar de 6 a 10 meses. O prazo do seu caso depende do coto, da idade e da condição clínica.
Quanto custa e como pagar
O preço depende do nível da amputação, da tecnologia (mecânica, microprocessada ou biônica), dos materiais, da personalização e de componentes extras, como capa estética ou pé esportivo. As faixas da tabela acima são de referência de mercado.





Você pode financiar em até 60 parcelas pelo Crédito Acessibilidade, do Banco do Brasil, ou pelo Crédito PCD, da Caixa. Há também parcelamento direto com a Conforpés, consignado para servidor ou trabalhador com carteira assinada e cooperativas de crédito.
O valor exato sai depois da avaliação, quando o protesista sabe quais componentes você precisa.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura uma prótese ortopédica?
Em média de 3 a 5 anos, conforme o uso, os cuidados e os materiais. Componentes mais avançados podem durar mais.
A prótese dói?
No começo da adaptação é normal sentir algum desconforto. Uma prótese bem ajustada não deve doer. Se doer, procure a equipe para ajustar o encaixe.
Posso tomar banho com a prótese?
A maioria não pode ser molhada, porque a água danifica os componentes. Para piscina, praia e banho existem próteses resistentes à água.
Posso dirigir com prótese?
Sim, com adaptação e, em alguns casos, modificação no carro. É preciso passar por avaliação médica e atualizar a CNH.
Como cuidar da prótese?
Limpe todo dia com pano úmido, evite sol e calor excessivo e confira os componentes. Faça a manutenção preventiva a cada 6 meses.
Vocês atendem desarticulação de quadril e hemipelvectomia?
Sim. A equipe da Conforpés atende amputações de alto nível, com acompanhamento em todas as etapas da reabilitação.
Próximo passo
A Conforpés faz próteses desde 1968. A sede em Sorocaba tem 1.200 m² com consultórios, sala de molde, reabilitação e laboratório próprio, e há unidade em São Paulo. Os componentes vêm de Ottobock, Össur, Metiz e Bionest, e parte da equipe também usa prótese.




Para ir direto ao seu caso, veja o guia da prótese de perna ou da prótese de braço. Quando quiser conversar com um protesista, agende sua avaliação gratuita.
Comece pela avaliação.
Um protesista examina, explica o que é possível no seu caso e quanto tempo leva. Sem compromisso.

