
Resposta curta: Elayne Cardoso, de Sorocaba, teve a perna amputada no fêmur depois de uma osteomielite e de 41 cirurgias. Ela usa uma prótese com joelho C-Leg 4, da Ottobock. Conta que a adaptação foi difícil, principalmente pela dor causada por um neuroma, e que os ajustes no cesto do encaixe foram parte importante do processo.
Este texto é um registro de maio de 2021. A idade e os detalhes são os daquela época.
Quem é Elayne
Elayne Cardoso tinha 59 anos e morava em Sorocaba. Por causa do lúpus, ela usava havia 9 anos uma prótese interna no joelho, que precisou ser retirada para a colocação de uma nova.

Sete meses depois, os médicos constataram que a troca não tinha dado certo. Foi aí que começaram os problemas.
Da prótese de joelho à amputação
Elayne ficou internada por dois anos. Foram várias tentativas com próteses internas e fixador. Depois de 41 cirurgias, a osteomielite, uma infecção no osso, tinha se espalhado, e a amputação do membro inferior a partir do fêmur foi necessária para salvar a vida dela.

A prótese
Depois da amputação, Elayne passou a usar uma prótese de perna com o joelho C-Leg 4, da Ottobock. O caminho até aí não foi simples, e a dor sempre foi a maior barreira.

"As dores são no local onde não possuo mais fêmur, não tenho coto, só uma pele neste local. Há um neuroma que faz com que tenha dores enormes, a ajuda dos médicos é essencial para o dia a dia."
O neuroma é um crescimento de fibras nervosas no local do corte do nervo, que pode causar dor. O post neuroma de amputação explica essa condição.
Os ajustes no encaixe
Durante a fisioterapia, Elayne caiu na rua. Na época, a prótese tinha só um cinto de proteção no cesto, a parte do encaixe que envolve o quadril. A queda trouxe alguns problemas de saúde.

Depois disso, ela levou a prótese à Conforpés, e a equipe colocou duas cintas de proteção.
O cesto foi a parte mais trabalhosa da adaptação. Foram muitos ajustes técnicos até chegar ao encaixe definitivo. É um exemplo de por que o encaixe provisório existe: ele permite testar e ajustar antes da versão final. Veja o post encaixe provisório x definitivo.
Como ela descreve a rotina
"Tenho que ter muita vontade e perseverança para poder fazer uso todos os dias", contou.
Para Elayne, a prótese significa autonomia. Ela disse que, sem a prótese, a vida dela seria na cadeira de rodas. Sobre a Conforpés, disse: "A Conforpés para mim significa uma luz no final do túnel, amigos, respeito e grandes profissionais."
A história dela mostra que a adaptação nem sempre é rápida e que a dor pode acompanhar o processo. Cada caso depende do coto, da condição clínica e do acompanhamento.
Sobre a prótese transfemoral
Na amputação acima do joelho, a prótese precisa substituir o joelho e o pé, e o encaixe sustenta o peso na coxa ou no quadril. O joelho pode ser mecânico ou controlado por microprocessador, como o C-Leg 4. A escolha depende do nível de mobilidade e da avaliação.
O guia da prótese transfemural explica os tipos, o processo e as faixas de referência.
Como é o processo na Conforpés
- Avaliação gratuita: a equipe conhece o coto, a rotina e os objetivos da pessoa.
- Prescrição: definição do tipo de prótese e dos componentes.
- Molde e encaixe provisório: o primeiro encaixe, que ainda pode ser ajustado.
- Treino com fisioterapia e terapia ocupacional: marcha, equilíbrio e tarefas do dia a dia.
- Encaixe definitivo: feito quando o volume do coto se estabiliza.
- Acompanhamento: revisões, ajustes e manutenção ao longo do uso.
O tempo de cada etapa varia. Pode levar de algumas semanas a alguns meses, porque depende do coto, da idade e da condição clínica de cada pessoa.
Quanto custa e como pagar
O valor exato da prótese sai depois da avaliação, porque depende do nível de amputação e dos componentes indicados. A prótese pode ser financiada pelo Crédito Acessibilidade, do Banco do Brasil, e pelo Crédito PCD, da Caixa. Quem é trabalhador com deficiência também pode usar o FGTS para comprar a prótese.
Onde a Conforpés atende
- Sorocaba (matriz): Av. Moreira César, 405.
- São Paulo (Ipiranga): R. Vasconcelos Drumond, 104.
Perguntas frequentes
Por que Elayne Cardoso teve a perna amputada?
Por uma osteomielite que se espalhou depois de complicações com a prótese interna do joelho, colocada por causa do lúpus. Foram 41 cirurgias antes da amputação.
Que prótese ela usa?
Uma prótese de perna com o joelho C-Leg 4, da Ottobock.
O que é o cesto da prótese?
É a parte do encaixe que envolve o quadril em amputações muito altas. Ele pode precisar de vários ajustes até ficar confortável e seguro.
Dor no coto impede o uso da prótese?
Pode dificultar. A dor precisa ser avaliada pela equipe médica, e o encaixe pode ser ajustado para aliviar pontos de pressão.
Tem amputação acima do joelho e quer saber qual prótese é indicada? Agende uma avaliação gratuita.


