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Gabriela Rebeschini: prótese de braço desde os 12 anos

Mulher com prótese de braço sorrindo em uma fazenda

Resposta curta: Gabriela Rebeschini mora em Passo Fundo (RS), nasceu com uma malformação em um dos braços e usa prótese desde os 12 anos. Em 2022, quando este texto foi escrito, ela tinha 32 anos, era servidora pública estadual na Procuradoria-Geral do Estado, formada em administração, e corria meia maratona. Naquele ano, ela era atendida pela Conforpés havia quase 20 anos.

Este post é um registro de 2022. A idade, o tempo de atendimento e as atividades são os daquele ano.

Quem é Gabriela

Para Gabriela, usar a prótese é natural. Ela faz parte do corpo dela. Em 2022, ela só ficava sem a prótese na hora do banho ou quando estava em casa.

"Eu nasci com uma má formação, então a minha deficiência é de nascença. As pessoas olham, alguns discriminam, mas eu penso que cada um dá aquilo que tem, e muitas vezes não é por mal. É que a pessoa não conhece, nunca viu e olha por curiosidade", conta Gabriela.

A malformação congênita é a condição em que o membro não se forma por completo durante a gestação. O post sobre o tema explica as causas e como é a protetização nesses casos.

A primeira prótese, aos 12 anos

Gabriela recebeu a primeira prótese aos 12 anos, na passagem da infância para a adolescência. No começo, teve dificuldade. Batia nos móveis, porque não estava acostumada com aquele braço mais comprido. A mãe dela tirou algumas coisas do alcance para evitar que quebrassem, até ela se adaptar melhor.

O motivo de querer a prótese era claro para ela:

"Eu quis usar prótese primeiramente pra me sentir como os outros. Eu questionava muito a minha mãe, meu pai e minha família, porque todo mundo tinha as duas mãos e eu só tinha uma. Hoje em dia você pesquisa na internet e acha um monte de gente como você, mas quando eu era criança não tinha isso. Então eu queria ver alguém como eu, eu queria ser igual às pessoas. Sempre dizia que eu queria ter as duas mãos."

O tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa. O post quanto tempo leva para se adaptar às próteses ortopédicas explica o que influencia esse tempo.

O preconceito na infância

Gabriela passou por situações de preconceito mais de uma vez. Quando era pequena, na hora de organizar uma brincadeira, uma das crianças disse que ela não podia brincar, porque para isso precisava das duas mãos.

Para ela, ainda criança, foi difícil de entender. Hoje, ela diz que depende muito de como a pessoa olha para a situação, e que foi preciso aprender a se adaptar.

A chegada à Conforpés

A Conforpés entrou na vida de Gabriela num segundo momento com a prótese. Em 2022, isso já fazia quase 20 anos.

Em Sorocaba, ela conheceu outras pessoas que usam prótese, com amputações diferentes da dela. Foi ali que viu que havia muita gente como ela, justamente o que procurava quando era criança.

"A Conforpés é um lugar em que eu me sinto muito bem, que faz parte totalmente da minha vida e da minha história. Foi a Conforpés que me ajudou a ter a autoestima que eu tenho hoje, a me aceitar, a ser feliz assim como eu sou", diz Gabriela.

Ela também costuma dizer que a pessoa com deficiência é, antes de tudo, uma pessoa. "Eu me olho inteira", resume.

Estudo e trabalho

Gabriela é formada em administração. Em 2022, era servidora pública estadual na Procuradoria-Geral do Estado, aprovada em concurso nas vagas reservadas para pessoas com deficiência. Ela conta que nunca viu impedimento para estudar, se preparar e trabalhar em bons lugares.

"Por várias vezes pensei em parar. Pensei que era uma coisa muito distante o concurso, porque quando falam em concurso, tem que estudar, e por várias vezes você pensa que não é para ti, que não tem capacidade. Mas todo mundo tem. Existem dois tipos de pessoas que fazem concurso: aquelas que desistiram antes de entrar e aquelas que não desistiram até entrar."

Gabriela diz ter orgulho de onde chegou e que pretende continuar se preparando, um passo de cada vez.

Corrida e treino

A atividade física entrou na rotina de Gabriela quando ela quis emagrecer. Virou hábito diário. Em 2022, ela fazia musculação, fisioterapia funcional e corria. Já estava na meia maratona.

"Você começa a correr geralmente para emagrecer, e isso depois vira um detalhe. É saúde, são as amizades que tu cria. Não é mostrar para os outros, é mostrar para mim que eu posso. Cada quilômetro a mais é muito bom."

A atividade física pode ajudar pessoas amputadas no equilíbrio, na força muscular, na coordenação motora, na resistência e no convívio com outras pessoas. O post esportes adaptados para amputados e cadeirantes mostra algumas modalidades.

Com a prótese, na televisão

Com a Conforpés e com a prótese, Gabriela chegou a participar do programa da Fátima Bernardes.

"Ela me leva, já me levou e vai continuar me levando a lugares, situações, a conhecer pessoas, tudo isso com a prótese. Aprendi muito usando essa prótese."

Prótese de braço na Conforpés

Cada prótese de membro superior é feita a partir de avaliação, molde e prova no braço de quem vai usar. Para entender os tipos e o processo, veja os guias de prótese de braço e de prótese infantil.

Perguntas frequentes

Com quantos anos Gabriela recebeu a primeira prótese?

Aos 12 anos, na passagem da infância para a adolescência.

Por que Gabriela usa prótese de braço?

Ela nasceu com uma malformação congênita em um dos braços.

Há quanto tempo ela é atendida pela Conforpés?

Em 2022, quando este texto foi escrito, fazia quase 20 anos.

Criança com malformação pode usar prótese?

Pode, com avaliação e acompanhamento, e a prótese precisa ser trocada conforme a criança cresce. O post com quantos anos a criança pode colocar prótese explica.

Agende uma avaliação

Se você ou alguém da sua família precisa de uma prótese de braço, a avaliação na Conforpés é gratuita. Agendar avaliação.

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