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Thaís Carvalho: a decisão pela amputação transtibial

Mulher com prótese de perna tirando selfie no espelho

Resposta curta: Thaís Carvalho fraturou a tíbia aos 3 anos e o osso não consolidou, mesmo com várias cirurgias. Em 2014 ela optou pela amputação transtibial. As primeiras próteses feriam o coto, e desde 2016 ela usa uma prótese feita na Conforpés. Este é um registro publicado em junho de 2021.

Anos com a tíbia quebrada

Thaís mora em Brasília e tinha 28 anos quando contou esta história. Aos 3 anos, caiu enquanto dançava em casa e fraturou a tíbia. Dos 3 aos 22 anos, o osso continuou quebrado, mesmo com tratamento.

Thaís Carvalho: A decisão que mudou sua vida, imagem 1

Ela passou por várias cirurgias, com pinos internos e externos, mas o osso não calcificou. Em 2012, recebeu mais um pino interno, que deveria durar 10 anos. Dois anos depois, o pino quebrou enquanto ela caminhava.

A decisão

Thaís é paratleta de tiro com arco e convivia com outras pessoas amputadas. Curiosa, estudava o assunto e já considerava a amputação. Quando o pino quebrou, ela decidiu.

Thaís Carvalho: A decisão que mudou sua vida, imagem 2

"Foi uma decisão muito bem pensada, eu estava muito tranquila. Inclusive, a amputação pra mim não é algo que remete a tristeza."

As primeiras próteses

Em 2014 começou a fase de protetização, e ela foi difícil. Houve um problema na cicatrização do coto, e a pele, que passou anos dentro de uma órtese, era muito frágil.

Thaís testou três próteses diferentes. Todas causavam lesões no coto, o que atrapalhava a marcha. Às vezes ela nem conseguia andar por causa das feridas.

O contato com a Conforpés

Em 2016, ela viu o calendário "Movimento Mais Bonito", da Conforpés, com 11 mulheres que usam prótese.

"Eu lembro de até ter brincado aqui em casa: poxa, são 12 meses, pode ser que se eu mandar ainda consiga uma vaga nisso aí."

Ela mandou um e-mail, e o Nelsinho Nolé respondeu. Era ano paralímpico, e Thaís disputava uma vaga no tiro com arco. Com a ajuda da Conforpés, houve campanha, vaquinha online e um evento em Brasília para arrecadar o dinheiro da prótese. Ela conquistou a vaga para a Rio 2016 e usou a prótese nova nos Jogos.

A prótese dela

ItemDetalhe
NívelTranstibial
EncaixeMeia de silicone, espuma e encaixe
EstruturaToda em carbono
PéPé Trias

Durante o processo, ela fez acompanhamento com os fisioterapeutas da Conforpés. Isso ajudou a perceber o próprio andar e o movimento correto.

"Eu venho de uma infância e adolescência onde eu só podia usar um tipo de sapato, que era um tênis feito pra minha órtese, e com a prótese eu tenho a liberdade de usar sandália, sapatilha, tênis ou bota."

Ela também deixou de passar pelas cirurgias frequentes e pelos períodos de cama que vinham depois delas.

O apoio de casa

Thaís conta com a família e com o namorado, Alyson. Eles se conheceram em 2015, por meio de amigos, logo depois da amputação. Ele acompanhou a fase em que as próteses antigas a machucavam e a incentivou a buscar outra opção.

O que a história mostra

  • Se a prótese fere o coto, o problema pode estar no encaixe, e vale buscar uma nova avaliação.
  • Pele frágil e cicatrização difícil pedem atenção especial na escolha do encaixe.
  • A fisioterapia ajuda a corrigir a marcha depois da prótese nova.

Veja como é feito o encaixe no guia de prótese transtibial. Outra história com o mesmo nível de amputação está em Jéssica Araújo. Para agendar uma avaliação gratuita, acesse contato.

Quando a prótese machuca

Feridas repetidas no coto, como as da Thaís com as primeiras próteses, não são algo a aceitar. Elas costumam indicar que o encaixe precisa ser revisto.

Na avaliação, a equipe examina a pele, a cicatriz e o formato do coto antes de propor um novo encaixe.

Na Conforpés, a avaliação inicial é gratuita e não obriga você a fazer a prótese conosco. Ela serve para examinar o seu caso, explicar as opções e responder às dúvidas da família sobre etapas, prazo e pagamento.

Perguntas frequentes

Por que a Thaís escolheu a amputação?

A tíbia dela não consolidou por quase 20 anos, mesmo com várias cirurgias, e o último pino quebrou.

Por que as primeiras próteses a machucavam?

Ela teve problema de cicatrização no coto, e a pele era frágil depois de anos dentro de uma órtese.

Que pé ela usa?

O pé Trias, em uma prótese transtibial toda de carbono.

Fontes

Relato da própria Thaís Carvalho à Conforpés, publicado em junho de 2021.

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