Início › Blog › Vida com prótese
Manutenção da prótese ortopédica: quando e por que fazer

Resposta curta: A prótese ortopédica é um produto mecânico e se desgasta com o uso. A recomendação da equipe da Conforpés é fazer uma revisão pelo menos uma vez por ano, de forma preventiva. Quem adia a manutenção corre mais risco de ter várias peças para trocar de uma vez.
Depois de meses de fisioterapia e adaptação, é comum achar que o trabalho acabou. A prótese, porém, precisa de cuidado ao longo de toda a vida útil dela. O fisioterapeuta Raphael Sancinetti, da Conforpés, explica por quê.
Por que fazer manutenção
A prótese tem peças que se desgastam com o tempo. Se uma delas não é reparada, pode danificar as outras.


"Se você não faz a manutenção periódica, as chances de precisar reparar mais componentes de uma só vez aumentam consideravelmente também."
A manutenção também é uma questão de segurança:
"Esse dispositivo envolve segurança. A partir do momento que você sabe que a prótese não vai quebrar durante o uso, você ganha mais confiança para caminhar, correr, ou no caso de quem perdeu algum membro superior, segurar objetos."
De quanto em quanto tempo
O intervalo pode variar, mas a recomendação é agendar uma revisão pelo menos uma vez por ano.
"A gente recomenda agendar pelo menos uma vez por ano. O amputado vem até a Conforpés para analisarmos os sinais de desgaste, conseguindo dar o diagnóstico para o paciente."
O que muda o intervalo
- Nível de amputação: cada nível exige um tipo de esforço da prótese.
- Idade: interfere no ritmo e no tipo de uso.
- Nível de atividade: quem anda mais, corre ou trabalha em pé gasta a prótese mais rápido.
Segundo Sancinetti, a prótese transtibial costuma ter uma sobrecarga maior do que a transfemoral, porque a exigência mecânica e funcional sobre ela é maior.
Quais peças mais passam por manutenção
No membro inferior, os componentes que mais costumam ir para a manutenção são:

- O pé, principalmente o de fibra de carbono.
- A lâmina.
- A capa de revestimento do pé.
Alguns componentes têm intervalo próprio. O joelho 3R80 da Ottobock, por exemplo, costuma ter a primeira manutenção só depois de cinco anos. Leia mais em joelho 3R80 da Ottobock.
Não espere quebrar
A lógica da manutenção preventiva é encontrar o desgaste antes que ele vire quebra. Se notar algo diferente no uso da prótese antes da revisão anual, agende uma visita.
Como é a revisão na Conforpés
- Você agenda a visita.
- O protesista e o fisioterapeuta analisam os sinais de desgaste.
- A equipe explica o que precisa ser ajustado ou trocado.
Veja os componentes por nível de amputação no guia de prótese transtibial e no de prótese transfemural. Para agendar, acesse contato.
Manutenção, reparo e ajuste: qual a diferença
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| Manutenção preventiva | Revisão periódica dos componentes para achar desgaste antes da quebra |
| Reparo | Troca da peça que se desgastou |
| Ajuste do encaixe | Correção quando o coto muda e o encaixe perde o conforto |
Quanto mais regular a revisão, menor a chance de chegar ao reparo de várias peças de uma vez, como alerta o fisioterapeuta Raphael Sancinetti.
Quanto custa e como pagar
O valor exato sai depois da avaliação, porque depende do nível de amputação e dos componentes. Para pagar, existem linhas de crédito para pessoa com deficiência, como o Crédito Acessibilidade, do Banco do Brasil, e o Crédito PCD, da Caixa, com condições e custo efetivo total informados pelo banco.
O encaixe também muda
Além do desgaste das peças, o coto muda de volume com o tempo. Quando isso acontece, o encaixe pode perder o conforto mesmo com os componentes em bom estado. Por isso a revisão olha a prótese e o coto juntos.
Na Conforpés, a avaliação inicial é gratuita e não obriga você a fazer a prótese conosco. Ela serve para examinar o seu caso, explicar as opções e responder às dúvidas da família sobre etapas, prazo e pagamento.
Perguntas frequentes
A prótese dura para sempre?
Não. É um produto mecânico que se desgasta com o uso e precisa de manutenção.
De quanto em quanto tempo revisar a prótese?
Pelo menos uma vez por ano, ou antes se aparecer algum sinal de desgaste.
Quais peças gastam mais?
No membro inferior, o pé, principalmente o de fibra de carbono, a lâmina e a capa de revestimento do pé.
Quem é mais ativo precisa de revisão mais frequente?
Sim. O nível de atividade, a idade e o nível de amputação mudam o intervalo.
Fontes
Orientação do fisioterapeuta Raphael Sancinetti, da Conforpés.


