
Resposta curta: Isabela Nucci, a Bela, de Sorocaba, foi diagnosticada com osteossarcoma no fêmur em 2017, aos 10 anos. Depois da quimioterapia, o tumor voltou no joelho e ela passou pela amputação da perna em março de 2019. Três meses depois da cirurgia, já usava a prótese feita na Conforpés. Este post registra a história até janeiro de 2021.
O diagnóstico
Em 2017, a Bela tinha 10 anos. Um tombo na escola causou um inchaço que não melhorava, e os pais a levaram ao médico. Os exames mostraram um osteossarcoma, um tumor maligno no fêmur, o osso da coxa.

Ela começou a quimioterapia. "No começo foi difícil, pois eu tinha medo de perder meu cabelo que eu adorava e também tinha medo de ficar longe da escola e das minhas amigas", contou.
A volta do tumor e a amputação
A quimioterapia terminou em 2018, e a Bela passou a fazer acompanhamento a cada três meses. Em fevereiro de 2019, perto do aniversário, as dores voltaram. Os novos exames mostraram que o câncer tinha voltado, dessa vez no joelho.

A melhor opção indicada foi a amputação. A cirurgia foi feita em março de 2019, e a quimioterapia recomeçou.
"A notícia da amputação foi bem difícil, tanto para os médicos e meus pais quanto pra mim", disse ela. O pai mostrou a ela a nadadora paralímpica Camille Rodrigues e a Paola Antonini, duas mulheres amputadas que usam prótese.
A Camille chegou a visitar a Bela em Sorocaba depois da cirurgia, e as duas gravaram uma reportagem para o Fantástico.
A prótese
Quando souberam da amputação, a Bela e a família procuraram a Conforpés para entender como seria a prótese de perna. Fizeram uma arrecadação on-line para conseguir pagar.

Três meses depois da cirurgia, a Bela já usava a prótese. "Minha adaptação com a prótese foi bem rápida, já consegui dar uns passos sem a muleta logo no primeiro dia", contou.
Para ela, a amputação foi a melhor opção. Depois da primeira cirurgia, a perna tinha ficado torta e ela a arrastava ao andar. Com a prótese, voltou a ir à escola, fazer academia e crossfit.
Cada pessoa tem o próprio ritmo de adaptação. O da Bela não é regra, e o tempo depende do coto, da idade e do tratamento de cada um. Veja quanto tempo leva para se adaptar à prótese.
A terceira cirurgia
Ainda em 2019, os médicos encontraram uma recidiva no pulmão. A Bela voltou ao tratamento e passou por uma nova cirurgia. Em setembro, o tratamento terminou e ela seguiu com acompanhamento a cada dois meses, com exames de tomografia.

Com o fim do tratamento e a pandemia, ela deixou de ir à escola por um período. Começou o pilates e se preparava para começar a natação, que tinha planejado para 2020. O objetivo dela, em janeiro de 2021, era nadar como a Camille, sua maior referência.
Linha do tempo

| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| 2017 | Diagnóstico de osteossarcoma no fêmur, aos 10 anos, e quimioterapia |
| 2018 | Fim da quimioterapia e acompanhamento a cada três meses |
| Fevereiro de 2019 | Volta do tumor, no joelho |
| Março de 2019 | Amputação e nova quimioterapia |
| Três meses depois | Começa a usar a prótese feita na Conforpés |
| 2019 | Recidiva no pulmão e nova cirurgia; tratamento termina em setembro |
| Janeiro de 2021 | Pilates e preparação para a natação |
Para quem está passando pelo mesmo
O tumor ósseo é uma das principais causas de amputação em crianças e adolescentes. Se a sua família está nessa situação, os guias de prótese infantil e de prótese de perna explicam o processo, os prazos e as formas de pagamento.
Quanto custa e como pagar
A família da Bela fez uma arrecadação on-line para pagar a prótese. O valor depende do nível da amputação e dos componentes, e só sai depois da avaliação. Além do pagamento particular, existem linhas de crédito para pessoa com deficiência, como o Crédito Acessibilidade, do Banco do Brasil, e o Crédito PCD, da Caixa. Em alguns casos, também é possível usar o FGTS. As condições de cada linha são definidas pelo banco.
Perguntas frequentes
O que é osteossarcoma?
É um tumor maligno do osso. No caso da Bela, apareceu no fêmur.
Quanto tempo depois da amputação a Bela usou a prótese?
Três meses depois da cirurgia. Esse tempo varia de pessoa para pessoa.
Quem faz tratamento de câncer pode fazer a prótese?
A decisão sobre o momento é da equipe médica, junto com a equipe de reabilitação.
Como começar?
Com uma avaliação. Você pode agendar pelo contato.


