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Próteses modernas: como funcionam e quando fazem sentido

Como funcionam as próteses ortopédicas modernas?

Resposta curta: As próteses ortopédicas modernas trocaram a madeira, o bronze e o ferro por materiais como a fibra de carbono, que é leve, resistente e devolve parte da energia a cada passo. Isso pede menos esforço de quem usa a prótese. Qual componente faz sentido para você depende do nível de amputação e da sua rotina, e isso se define na avaliação.

Do que eram feitas as próteses e do que são feitas hoje

Durante muito tempo, o que mais importava numa prótese era aguentar o uso. Por isso ela já foi feita de madeira, de bronze e de ferro. Eram peças pesadas, que resolviam o apoio, mas cansavam.

Hoje o material mais comum é a fibra de carbono. Ela deixa a prótese mais leve e dá mais mobilidade para a pessoa amputada.

Em 2017, quando este texto foi publicado pela primeira vez, o fisioterapeuta Raphael Sancinetti, da equipe da Conforpés, resumiu assim: o carbono é leve, resistente e não exige muito esforço de quem usa, por causa do retorno de energia que o material proporciona.

Como funciona o retorno de energia

Um pé de carbono se comporta como uma lâmina que flexiona. Quando você apoia o peso, ele cede um pouco e guarda parte dessa força. Quando o passo avança, ele devolve essa força e ajuda a empurrar o corpo para a frente.

Na prática, isso significa menos trabalho para os músculos que sobraram e para o outro lado do corpo. A marcha fica mais parecida com a de antes, e o cansaço no fim do dia tende a ser menor. O quanto isso muda para você depende do coto, da idade, do condicionamento e do treino com o fisioterapeuta.

O que as próteses modernas permitem fazer

Com componentes mais leves e específicos, surgiram próteses feitas para atividades que antes eram muito difíceis. O blog da Conforpés registrou alguns exemplos na época:

  • A nadadora paralímpica Camille Rodrigues tem uma prótese para dança e participou do Prêmio Multishow 2017 ao lado de Anitta.
  • Marcela Mantovani, com amputação transfemoral, usa uma prótese para salto alto.
  • Odair Costa, paratleta de BMX com amputação transtibial, usa uma prótese esportiva própria para o nível de amputação dele.

São casos de pessoas com objetivos específicos. Eles mostram o que existe, não o que vai acontecer com todo mundo. A história completa da Marcela está em Marcela Mantovani: o valor das coisas simples.

Toda pessoa amputada precisa de uma prótese moderna?

Não existe resposta única. Assim como o tempo de adaptação muda de pessoa para pessoa, os componentes de que cada um precisa também mudam.

Segundo o fisioterapeuta Raphael Sancinetti, antes de pensar numa segunda prótese é preciso olhar o tipo de amputação e a rotina da pessoa. Alguém pode precisar de uma prótese específica para uma atividade ou para uma carga de exercício diferente, e outra pessoa pode ficar muito bem com uma só.

O que entra nessa decisão

  • Nível de amputação: abaixo do joelho, acima do joelho, membro superior. Cada nível usa encaixes e componentes diferentes.
  • Estado do coto: formato, pele, volume e sensibilidade influenciam o encaixe.
  • Rotina: trabalho, deslocamento, casa, esporte.
  • Objetivo: andar dentro de casa, andar na rua, correr, voltar a uma atividade específica.

Um componente mais sofisticado não é automaticamente melhor para você. O melhor é o que combina com o seu corpo e com o que você quer fazer no dia a dia.

A aparência também mudou

Os avanços não ficaram só na função. Hoje é possível personalizar a prótese com estampas, quase como uma tatuagem. A halterofilista Maraísa Proença, por exemplo, escolheu estampar a família e a Santíssima Trindade na dela.

Para muita gente, escolher a aparência da prótese ajuda a se reconhecer nela. Isso faz diferença numa fase da reabilitação em que a cabeça também está se ajustando à amputação.

Como escolher os componentes com o protesista

Na Conforpés, a escolha começa na avaliação gratuita. O protesista examina o coto, conversa sobre a sua rotina e explica quais componentes fazem sentido para o seu caso. Depois vêm o molde, a prova do encaixe, os ajustes e o treino de marcha com a fisioterapia.

Se você quer entender as opções por nível de amputação, veja os guias de prótese de perna e de prótese de braço.

Quer saber quais componentes servem para você? Agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Do que são feitas as próteses modernas?

O material mais comum hoje é a fibra de carbono. Antes, as próteses já foram feitas de madeira, bronze e ferro.

Por que a fibra de carbono cansa menos?

Porque ela é leve e devolve parte da energia do apoio a cada passo. Isso diminui o esforço de quem usa a prótese.

Preciso de uma prótese para cada atividade?

Nem sempre. Depende do tipo de amputação e da rotina. Algumas pessoas usam uma prótese para o dia a dia e outra para uma atividade específica, como o esporte.

Dá para personalizar a aparência da prótese?

Sim. É possível aplicar estampas no revestimento da prótese, de acordo com a escolha de cada pessoa.

Como sei qual prótese é a certa para mim?

Na avaliação com o protesista, que olha o coto, o nível de amputação e o seu objetivo antes de indicar os componentes.

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