Resposta curta: Fabricante alemã de próteses, órteses e cadeiras de rodas, fundada em 1919 por Otto Bock em Berlim e hoje sediada em Duderstadt. Tem na linha joelhos microprocessados como o C-Leg e o Genium, pés como o Taleo e o Evanto e mãos como a bebionic.
Autonomia e liberdade é a essência da Ottobock Vídeo institucional da Ottobock Brasil.
consertos feitos pela equipe técnica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 fonte
1988
primeiro serviço técnico nos Jogos Paralímpicos (Seul) fonte
Quem é a Ottobock
A Ottobock é uma empresa alemã de tecnologia ortopédica, com sede em Duderstadt. Nasceu em 1919, em Berlim, fundada por Otto Bock e sócios para atender, com componentes fabricados em série, os muitos amputados que voltavam da Primeira Guerra Mundial.
Hoje é uma das maiores empresas do setor: em 2025 teve receita de cerca de 1,6 bilhão de euros, está presente em 45 localidades pelo mundo e mantém mais de 430 centros próprios de atendimento a pacientes. Desde outubro de 2025 suas ações são negociadas na bolsa de Frankfurt.
O catálogo cobre joelhos (mecânicos, hidráulicos e controlados por microprocessador), pés protéticos, mãos mioelétricas, sistemas de encaixe e suspensão a vácuo, órteses e cadeiras de rodas. O adaptador piramidal, que une pé, joelho e encaixe e é base das próteses modulares de hoje, foi patenteado pela Ottobock em 1969.
Para quem vai escolher componentes, o ponto principal é este: a marca oferece peças para diferentes níveis de atividade, do uso dentro de casa ao esporte. A escolha certa depende da avaliação clínica, do nível de amputação e dos objetivos de cada pessoa, e é feita junto com o médico e o protesista.
Cada ficha traz a indicação, o nível K, as especificações completas do fabricante e os documentos oficiais para download.
Um joelho com microprocessador tem sensores que leem o passo muitas vezes por segundo e ajustam a resistência da articulação. Na prática, ele ajuda a evitar que o joelho dobre na hora errada, em rampas, escadas e piso irregular. O C-Leg, de 1997, foi o primeiro do tipo no mundo. fonte
Genium X4
É o joelho com microprocessador mais completo da linha, pensado para pessoas muito ativas. A bateria dura até cinco dias, segundo o fabricante, e existem capas que imitam o formato da perna. fonte
Mão bebionic (mioelétrica)
Uma mão mioelétrica se move a partir dos sinais elétricos dos músculos do coto, captados por eletrodos no encaixe. A bebionic tem 14 pegadas e posições de mão selecionáveis e existe em dois tamanhos. fonte
Sistema Harmony (vácuo)
O Harmony retira ativamente o ar entre o liner e o encaixe enquanto a pessoa caminha, criando vácuo. Isso deixa a prótese mais presa ao coto e ajuda a controlar a variação de volume do membro ao longo do dia. fonte
Empower (tornozelo ativo)
O Empower tem um motor que substitui a função dos músculos e tendões do tornozelo e dá um impulso extra a cada passo. Veio da compra da BionX pela Ottobock, em 2017. fonte
Evanto (pé em carbono)
Pé protético mecânico lançado em 2024, que busca unir estabilidade, flexibilidade e retorno de energia. É indicado para graus de mobilidade 2 a 4, do uso diário a trilhas e pequenas corridas. fonte
Linha do tempo
1919
Otto Bock participa da fundação da Orthopädische Industrie GmbH, no bairro de Kreuzberg, em Berlim, e passa a fabricar componentes de próteses em série. No mesmo ano a empresa se muda para Königsee, na Turíngia. fonte
Pós-guerra
Com a expropriação da fábrica de Königsee, a família reconstrói a produção do zero em Duderstadt, que se torna a sede da empresa. fonte
1949
O joelho Jüpa, com mecanismo de freio, se torna o grande sucesso comercial da empresa. fonte
1955
Max Näder exporta as primeiras 500 unidades do joelho Jüpa para os Estados Unidos. fonte
1965
A Ottobock lança no mercado as próteses de braço mioelétricas, movidas pelos sinais dos músculos. fonte
1969
É patenteado o adaptador piramidal, que une pé, joelho e encaixe e é a base do sistema modular de próteses. fonte
1988
Nos Jogos Paralímpicos de Seul, a Ottobock presta serviço técnico aos atletas pela primeira vez. Desde então esteve em todos os Jogos de verão e de inverno. fonte
1997
É apresentado o C-Leg, primeiro joelho protético controlado por microprocessador do mundo, no Congresso Mundial de Próteses em Nuremberg. fonte
2011
Com o joelho Genium, usuários de prótese passam a conseguir andar para trás com segurança pela primeira vez, segundo a empresa. fonte
2017
A Ottobock compra a linha de mãos bebionic, da britânica Steeper, e a BionX, criadora do tornozelo ativo hoje chamado Empower. fonte
2018
Chega a nova geração do C-Brace, órtese com controle eletrônico para pessoas com paralisia parcial das pernas. fonte
2024
Lançamento do Evanto, pé protético mecânico para graus de mobilidade 2 a 4, testado em estudos com mais de 30 pessoas amputadas. fonte
2025
Em 9 de outubro, a Ottobock abre capital na bolsa de Frankfurt. fonte
Nas Paralimpíadas
Desde os Jogos de Seul, em 1988, a Ottobock monta oficinas técnicas em todos os Jogos Paralímpicos de verão e de inverno, com conserto gratuito de próteses, órteses e cadeiras de rodas para atletas de qualquer país e de qualquer marca. Nos Jogos Rio 2016, uma equipe de 100 técnicos de 29 países fez 2.408 consertos. Em Paris 2024 foram 164 profissionais e 3.012 consertos, em um centro principal e 14 postos nas arenas. fonte
A Ottobock no Brasil
A Ottobock tem subsidiária própria no Brasil, com sede em Valinhos (SP), na Alameda Maria Tereza, 4036. Os componentes chegam aos pacientes por meio de clínicas e protesistas, como a Conforpés. fonte
A Ottobock na Conforpés
A Conforpés trabalha com componentes da Ottobock. A escolha do componente acontece depois da avaliação: o protesista considera o nível de amputação, o peso, a rotina e o nível de mobilidade, testa no encaixe de prova e acompanha o treino com fisioterapia na mesma sede. Agende a avaliação gratuita.
Perguntas frequentes
Os componentes Ottobock estão disponíveis no Brasil?
Sim. A Ottobock tem subsidiária própria no Brasil, com sede em Valinhos (SP), e os componentes são adaptados por clínicas e protesistas, como a Conforpés.
O que é o C-Leg?
É um joelho protético com microprocessador lançado pela Ottobock em 1997, o primeiro do tipo no mundo. Sensores acompanham o passo e ajustam a resistência do joelho para dar mais segurança ao caminhar.
Qualquer pessoa amputada pode usar um joelho com microprocessador?
Não necessariamente. A indicação depende do nível de atividade (o chamado nível K, ou grau de mobilidade), do nível de amputação, do estado do coto e dos objetivos de cada pessoa. Quem define isso é a equipe clínica, na avaliação.
Qual a diferença entre um pé mecânico e um tornozelo ativo?
Um pé mecânico, como o Evanto, devolve parte da energia do passo pela própria estrutura em carbono. Um tornozelo ativo, como o Empower, tem motor e dá um impulso extra. Cada um atende a um perfil diferente, e a indicação é da equipe clínica.
O SUS ou o plano de saúde cobrem próteses Ottobock?
Depende da prescrição, do componente indicado e das regras de cada plano ou programa público. A clínica pode orientar sobre a documentação necessária, mas a cobertura não é garantida de antemão.